quarta-feira, 29 de junho de 2011

Azar de quem não foi

Na gelada noite de terça-feira a Lusa fez mais uma vítima, pela Série-B: o São Caetano. O time do ABC foi simplesmente triturado pelo Bacalhau Mecânico comandado pelo técnico Jorginho, por cinco golos a dois. Outra vez Edno foi o nome do jogo, marcando por duas vezes. Marcelo Cordeiro (um golaço), Ananias e Leandro Silva completaram o massacre, que já apontava 4 a 1 antes do intervalo. E olha que teve bola da baliza e golo perdido com o arqueiro entregue. Para o Azulão marcaram Giovane, que foi expulso por agressão no intervalo, e Sousa, de falta.

Mais uma vez a Portuguesa justificou a alcunha, cunhada por este que vos escreve, de Barcelusa: futebol ofensivo, de movimentação intensa, posse de bola, paciência e objetividade. Tudo bem que abrir 2-0 antes do décimo minuto facilitou, mas nem quando o adversário diminuiu o escore o panorama mudou. Lá foi a Rubro Verde tocando bola, pressionando, encurralando o oponente no seu próprio campo. E mais golos foram saindo.

A equipa de Jorginho faz o básico, o simples: com a posse de bola não se toma gol; melhor ainda: fazendo a bola correr, quem tem que marcar se cansa mais. E nem adianta colocar até nove jogadores atrás da linha da bola, como fez o oponente batido na noite de ontem, pois a bola ficará rondando a área, traiçoeira, pé por pé dos ótimos armadores da equipe, só à espreita para dar o bote. Uma hora a marcação falha. Sempre falha. Este é o be-a-bá da bola.

Dá gosto ver este time jogando bola. Pra frente, com garra, com intensidade. Com os cinco tentos anotados, já são impressionantes 25 golos em oito partidas. A se lamentar o fato de apenas pouco mais de 2 mil pessoas se dispuserem a enfrentar o frio antártico do início do inverno paulistano no gelado cimento do Canindé. Sorte deles. E azar de quem não foi.

domingo, 26 de junho de 2011

A irretocável Barcelusa

Irretocável. Assim pode-se descrever a atuação da Portuguesa frente ao Goiás, no Serra Dourada. O placar de 4 a 1, de virada, condiz com o que foi o jogo. A Lusa foi superior durante praticamente todo o jogo. Mostrou um futebol bonito, vistoso, buscando o gol a todo instante.


Comparando a formação de ontem com a que (também) massacrou o Bragantino, na terça, havia só um atacante, Edno, já que Jael se contundiu. Em seu lugar entrou o volante Ferdinando, que voltou de lesão. Mesmo assim a equipe do treinador Jorginho não perdeu a vocação ofensiva mostrada nos jogos em que o enorme Guilherme, a despeito dos seus 21 anos, era o único trinco.


Ontem, no papel, Edno era o único avançado rubro-verde, mas com a posse de bola o único jogador que atuava apenas na armação era o ótimo Marco Antonio. Os outros dois meias, Ananias e Henrique, apareciam constantemente à frente, ora com a bola dominada, ora entrando nos espaços abertos na frágil defesa esmeraldina. Até o trinco Ferdinando aparecia na frente.


Talvez seja este o segredo de Jorginho: a Lusa atua com três meias criativos, seja qual for o adversário, que voltam o tempo todo pra ajudar na marcação e se movimentam constantemente. Guardadas as devidas proporções, é o conceito do futebol-total implantado pelo genial Rinus Michels no futebol holandês e que serviu de embrião para o magnífico Barcelona. Contra o Goiás, a posse de bola lusitana chegou a bater inacreditáveis 78%, e na casa do adversário.


A postura da Portuguesa é diferente de quase todos os times que conhecemos. Mesmo goleando, não arreda o pé do campo do adversário, aparecendo na frente sempre com três ou quatro jogadores em ótimas condições de finalizar. Mesmo na derrota por 3 a 0 para o Santos, ainda pelo Campeonato Paulista, a postura da Lusa foi a de buscar o ataque. Nitidamente tinha uma equipe inferior, mas não se acovardou. Era a sementinha do futebol envolvente apresentado até aqui. A diferença é que, agora, Jorginho tem um elenco qualificado nas mãos.


E ninguém melhor que ele para implantar esta mentalidade na Portuguesa. O Cantinflas foi um excelente atacante nos anos 1980/90 e nasceu para o futebol na Lusa. Conhece o clube desde as bancadas à sala de direção. Sabe a hora de tirar o pé ou bater na mesa, o que falar e, principalmente, para quem falar. E isso, em um clube difícil de se trabalhar, como a Portuguesa, faz uma diferença enorme.Seus times têm vocação para o ataque. É mentalidade de time grande: comprometimento, humildade e respeito. Respeito ao adversário. Respeito à própria historia da Portuguesa.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Aurinegro desde niño

A noite de 22 de junho será de gala para o futebol sulamericano. Estarão, frente a frente, dois gigantes do planeta Bola, Santos e Peñarol. São sete títulos no relvado do descabido Pacaembu.
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Desde as meias-finais de 1965 eles não se defrontavam pela maior competição do hemisfério Sul. Naquela ocasião os uruguaios suplantaram o Santos de Pelé, após três partidas, para perderem a decisão para os argentinos do Independiente.

Eram tempos de Pelé, Pepe, Spencer e Joya. Tempos em que o campeão só entrava a partir das meias-finais. Tempos em que o brasileiro ainda não entendia a importância de uma Taça Libertadores.
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Hoje os tempos são outros. O Alvinegro Praiano chega à decisão pela primeira vez desde 2003, quando apanhou lá e aqui do Boca Jrs. A presença do Peñarol coroa a ressurreição do futebol uruguaio, que estará presente após 80 anos em uma Olimpíada e que acabou de brilhar em gramados sulafricanos.
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O Santos conta com um time mais talentoso. Tem em Neymar seu grande nome e em Ganso uma incógnita, pois o maestro do time da Vila volta de contusão, além dos remanescentes da derrota para o Boca, Elano e Léo. Já os Carboneros, que venceram sua quinta e última Libertadores em 1987, tem no treinador Diego Aguirre o seu maior nome, maior que Estoyanoff, Olivera ou Martinuccio. Foi ele, Aguirre, quem marcou o golo do título de 87, nos acréscimos, frente aos Diabos Rojos do America de Cali.
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Não há favorito. A primeira mão, disputada na semana passada, foi equilibradíssima. Embora tenha mais time, o Peixe não enfrentou um time qualquer. E diferentemente da Liga dos Campeões da Europa, não basta ter talento para vencer. Tem que brio. Tem que ter fibra. E isso os uruguaios têm demais.
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Hoje, mais do que nunca, como diria o santista Fausto Silva, o Santos é Brasil. Como não torço nem para a Seleção Brasileira, hoy soy aurinegro desde niño.

sábado, 28 de maio de 2011

Indiscutível



Hoje o Barcelona foi campeão europeu de clubes. Nada mais previsível, apesar de o adversário ser o grande Manchester, do grande Sir Alex Ferguson. Previsível também foi a partidaça que o genial Messi fez. O pequeno notável foi um monstro, de novo.
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Se alguém ainda tinha dúvidas do que a equipe azul-e-grená é capaz de fazer, essas esvairam-se em Wembley. Exceto pelo início do jogo, quando o United adiantou a marcação e sufocou a saída de bola do sistema defensivo catalão, só deu a equipa (brilhantemente) dirigida pelo Pep Guardiola. Mesmo quando Rooney marcou o tento de empate, o time espanhol não mudou em uma vírgula o estilo de jogo. O placar foi 3 a 1 para o Barcelona, mas é apenas um detalhe, pois se fosse 4 ou 5 não seria exagero algum.
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Há quem use os números para definir o tamanho do domínio do Barcelona, com tanto porcento de posse de bola ou tantos chutes a gol, mas os números são frios. A diferença que eu vi no lendário estádio inglês mais parecia um Diplomatão 4.1 (isso que é carro) num racha contra um Corsinha 1.0 (este é o meu carro). O jogo flui nos pés pensantes barcelonistas, seja com Messi, Pedro, Iniesta, Daniel Alves, Xavi... Aliás, se o gênio argentino é o solista do violino na orquestra blaugrana, o maestro é o camisola de número 6.
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Mesmo que não concorde com este escriba, meu caro leitor, fique feliz. Afinal, somos privilegiados, pois assim como os que viram o Santos de Pelé, o Benfica de Eusébio, o Ajax de Cruyff ou o Real Madrid de Puskas e Di Stéfano, somos testemunhas de um time que está fezendo história. Só falta saber o degrau que ocupará.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Luto no Palestra

*por Thiago Albino


É impossivel entender o que aconteceu com o Palmeiras no jogo contra o Coritiba, pela partida de ida das quartas de final da Copa do Brasil. O que deve ser fácil de imaginar é a raiva e a tristeza que os torcedores palmeirense estão sentindo. Não é possivel que os jogadores chegaram a esse nivel de sem-vergonhismo.


Não vamos desmerecer também a equipe do Coritiba, afinal, são 24 vitórias seguidas. E olha que o time não tem estrelas. O que se leva a pensar que um time não precisa delas para ter um ótimo desempenho em campo. Porém, o que os torcedores viram foi um Palmeiras sem vontade, sem prazer de jogar bola, como se quisesse derrubar alguém do trono.


Até quando esse torcedores terão que ver o time passando esses vexames? Aquelas pessoas que vão até o estádio, ou aqueles que sentam na mesinha do bar e tomam sua cerveja, ou comendo pipoca sentados no sofá de casa, não merecem. Provavelmente alguns jogadores não sabem o quanto é importante a torcida palmeirense, e o quanto vale o escudo que eles carregam no peito.

É triste de ver que, nos últimos anos, o Palmeiras só levantou uma taça: a de campeão paulista. E olha que teve condições de levantar outras. Técnicos consagrados já passaram pelo Palestra, mas nada adiantou. A falta de vergonha na cara de muitos jogadores que por lá estiveram e que lá estão, é maior até mesmo que os rachas existentes na cúpula alvi-verde.

Depois desses 6x0 a direção, junto com a comissão técnica, deve analisar se alguns jogadores têm condições de vestir o manto verde e branco. É bom também a diretoria verde parar de contratar jogadores genéricos, e sim contratar jogadores que fazem a diferença em campo.


*Thiago Albino, 20 anos, é estudante de jornalismo

terça-feira, 26 de abril de 2011

Sem pão, nem manteiga

Como de costume, esperei para tecer minhas considerações sobre a eliminação da Portuguesa no Paulistão. Após um começo claudicante, recuperou-se e promoveu uma belíssima arrancada no fim da primeira fase, se classificando no último minuto, de maneira heróica. Foi a volta da Lusa às mesas redondas, aos jornais, às discussões. Nos colocaram de novo como grandes, apesar de não passarmos de fase desde 1998, que o São Paulo teria o adversário mais difícil.

Tudo muito bonito, tudo muito honroso. Mas será que é simples assim? Jogamos bem? Sim, jogamos. Perdemos com honra? Sim, perdemos. Não, não é.

O jogo estava como manda o figurino: o São Paulo tinha a posse de bola e a Lusa se defendia e especulava à espera de contra-ataques e chutes de média distância com os ótimos Ferdinando e Guilherme (volante dos bons, que sabe sair para o jogo, não bate, chuta muito bem e marca melhor ainda). Domingos e Maurício, adiantados, não davam espaço para o ataque do time do Morumbi.

Aí veio a contusão do volante Rodrigo Souto, do São Paulo. Carpegiani colocou um centroavante, Henrique, e enfiou a dupla de zaga da Lusa dentro da área. Dagoberto foi recuado e, ao lado do Ilsinho, ditava o ritmo do jogo. Assim saiu o primeiro gol: bola enfiada pelo camisa 25 para Jean, na primeira jogada aguda deste, que encontrou Ilsinho nas costas do Marcos Pimentel, sem marcação, nem piedade.


No segundo tempo, restava à Lusa atacar, mesmo sem força pra isso. Jorginho, então, voltou com Rafael Silva no lugar de Marco Antonio, que voltava após longa paragem, por lesão. Eram três atacantes lusos, apesar de um deles ser o Luís Ricardo, contra a dupla de zagueiros tricolores. Entretanto, a bola pouco chegava, pois não havia criatividade na equipe comandada pelo Jorginho.


Sabendo disso, o técnico Tricolor resolveu dar campo à Lusa. Ao contrário do que disse o comentarista Casagrande, da Rede Globo, o treinador sãopaulino agiu bem. Sem profundidade, a Lusa teria a posse de bola e continuaria no único recurso que teria, com dois ou dez à frente: os chutes de longe. Sem gente de qualidade para armar, apelar a Ananias, meia de futebol tão pequeno quanto o personagem homônimo do Renato Aragão. Podendo contar com um goleiro do nível de um Rogério Ceni, era um risco que valia a pena correr.


No primeiro contra-ataque que o São Paulo encaixou, Dagoberto matou o jogo, após passe do Ilsinho. Daí até o final do jogo era o São Paulo não querendo fazer o terceiro e a Lusa não conseguindo marcar o primeiro.

O que faltou para a Lusa? A torcida, ao menos ontem, foi torcida e apoiou o tempo todo. Mesmo após o fim do jogo, não se ouviu vaias ou apupos, mas aplausos. Portanto, ontem, não foi por falta de apoio. Ontem.

O que faltou, de fato, foram jogadores capazes de mudar o panorama do jogo. Jogadores capazes de criar, pés que pensassem o jogo. Faltaram Fabrício e Héverton que, bem ou mal, poderiam fazer isso em vez de Henrique, Ananias e Luis Ricardo. Poderiam, mas não fizeram porque não estão mais no elenco.

Como diz meu pai, para bom entendedor meia palavra basta.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Não é por um jogo


No dia 20 de abril o mundo parou para assistir à final da Copa de Rei, em Valência. Em campo, os dois maiores escretes do mundo: Real Madrid e Barcelona.

Foi um jogaço. Um jogaço que teve um dono por tempo. Na primeira parte os merengues mandaram, a despeito da etapa complementar, quando o culés dominaram. No final, o título foi para Madri, graças ao grande golo marcado pelo português Cristiano Ronaldo.

Até aí nada de novo. Quem viu o clássico do Mestalla sabe disso. A questão é o que tem sido dito em algumas mesas quadradas por aí. Reduzir Barcelona e Messi a nada e dizer que o Real Madrid dos portugas é a divindade em forma de bola é ser raso demais. Mesmo porque se aquele lance do gol (bem) anulado do Pedro tivesse sido validado, após a jogada de cinema do gigante Messi, possivelmente a conversa seria outra.

O Barcelona é o melhor time do mundo, um dos maiores da história, mas não é imbatível. Assim como José Mourinho é o melhor técnico do mundo e um dos maiores da história. Só alguém como ele para suplantar o Barça. Não é um jogo ou um título que mudam as coisas, para o bem ou para o mal.

Quanto ao melhor jogador do mundo, foi mais um capítulo do duelo particular entre os dois, disparados, melhores jogadores do planeta na atualidade. Duelo, aliás, que tem larga vantagem a favor do argentino, mas que no último capítulo pendeu para o astro lusitano.

Dos quatro confrontos em 20 dias entre as equipes, dois já foram. Os menos importantes, é dizer de ofício que se diga, embora não exista Madrid x Barça ou Barça x Madrid sem importância. Seja quem for o vencedor, a resposta sobre o melhor durará apenas até o próximo "El Clásico".


Imagens: Agência EFE

domingo, 17 de abril de 2011

Com a manteiga pra cima


Foi um suplício só. Durante quase todo o campeonato a Portuguesa esteve fora da zona de classificação para os quartos-de-final, jogando um futebol (se é que pode ser chamado de) abaixo da crítica. Como sempre, trocaram o comando técnico, saindo o Sérgio Guedes, que tinha feito uma campanha muito boa na Série-B, mas que caiu demais de produção no Paulista.


Mas dessa vez o igual foi diferente: veio o Jorginho, luso desde as bancadas. Ele conhece a Portuguesa como poucos. E apesar de não ter conseguido apurar a Lusa pela Copa do Brasil, o saldo do seu trabalho tem sido extremamente positivo.


Ainda assim, a apuração foi mais dramática que um fado da Amália. Quando parecia que ia pegar no breu, tropeçou nos moribundos Santo André e Noroeste, em casa; daí ninguém mais acreditava, mas veio a vitória nos estertores diante do Paulista, rival direto na luta pela vaga. Na última ronda precisava ganhar e torcer contra Paulista, que enfrentaria o mistão do classificado Santos, e São Caetano, que receberia um Linense na briga contra a degola.


Mal começaram as pelejas e o Peixe já marcou logo dois (faria ainda o terceiro). No Anacleto não acontecia nada e a Lusa tomando sufoco, em casa, do São Bernardo. E o tempo passando e nada. Até que o Linense abriu o escore com um golo do ex-luso Éder.


Mas ainda faltava um golo, fosse no ABC ou no Canindé. Mas sabem como é, né? Na Lusa e com a Lusa tudo é mais difícil, chorado. Chorado como foi o chute do Ananias, mascado, de canela, de qualquer jeito, ou sem jeito algum.


Sem jeito, aliás, ficaríamos nós se não passássemos de fase. Em vez de protestos, aplausos, gritos de alegria e a certeza de que dias melhores virão. Pelo menos até o clássico contra o São Paulo.




Imagem: Agência Estado

terça-feira, 22 de março de 2011

O enterro do amor

Depois de tentar descansar, levantei-me da cama e me vesti respeitosamente. Meus olhos, vermelhos e inchados, denunciavam uma noite não mal dormida, mas em claro. Resolvi não colocar meus óculos escuros, pois não fazia a menor questão de escondê-los.

Saí calado, meditabundo. Nossas lembranças passavam em meus sentidos como um filme sem começo, nem meio, mas com final. Eu estava indo enterrar o amor.

Quando cheguei, cabisbaixo, pude notar nossos amigos todos lá. Queriam me confortar, cada um como podia, embora ninguém pudesse. Um abraço. Um gesto. Uma palavra. Ou o silêncio. Nada podia aliviar minha dor. Honestamente, preferi apenas ouvir o silêncio, pois não havia o que dizer, nem o que ouvir.

Nas paredes, coroas de flores homenageavam os momentos, alegres ou não. Afinal, o amor não está apenas nos momentos felizes. É na tristeza que ele tem o seu sentido em plenitude. Em momento algum me aproximei do féretro. Não era essa a imagem que eu queria levar na retina. A lembrança que eu quis cultivar era outra, a de um amor forte, eterno. E isso ele era mesmo. Forte como eu nunca imaginei poder sentir.

Claro que eu nunca fui prepotente a ponto de achar que era o maior amor que já se houve, mas eu não conheci outro tão grande quanto. Tudo bem, pode ser que o meu amor fosse como o rio que corta a aldeia do Alberto Caeiro, mas o fato é que era imensurável. Quanto maior é o amor, mais dolorosa é sua partida. O ocaso sempre é difícil. Custa-nos a alma admitir que ele está doente, que irá nos deixar, que está morrendo.

Quando a última pá de terra o cobriu, o único som que ouvi foi o que vinha do vazio do meu peito. Sequer vi alguém à minha volta. No mesmo silêncio, caminhei sozinho de volta para casa, tão vazia quanto meu coração. Lá chegando percebi o meu engano: o que eu enterrei foi a esperança; o amor voltou comigo.

Navegar é preciso, vencer também

Bons ventos voltam a soprar a caravela lusitana na luta pela chegada ao porto dos quartos-de-final do Paulistão. Não que eu me iluda com a goleada contra o Mirassol, embora se tratasse de uma equipa distante oito pontos da Lusa. Chegou a liderar, inclusive.


O que me deixa um pouco confiante, de fato, é o conjunto de fatores que cerca a evolução da Portuguesa, desde a chegada do treinador Jorginho "Cantinflas". Foram seis partidas, três vitórias e dois empates. A única derrota foi no clássico frente ao claudicante Santos.
O comediante mexicano Cantinflas


Não serei extremista a ponto de comemorar todas as jornadas bem conseguidas ou amaldiçoar o revés para o Cirque du Soleil caiçara, afinal perdemos por três bolas a zero para uma equipa em declínio, técnico e comportamental, mas naquela noite um Neymar inspirado pegou pela frente um Maurício de sempre. Da mesma forma, a vitória contra o Bangu, atual lanterna da Taça Rio, não foi suficiente para a apuração na Copa do Brasil.


Outro motivo para animar a gente lusa: Jorginho é cria da Lusa. Não só da base, mas das bancadas. Principalmente por isso ele conhece os meandros do clube e como o que se passa nos quiosques do Canindé tem peso no relvado. É inegável, pois, que o time evoluiu. Não toma tantos golos e passou a fazê-los.


Basta esperar para ver se a calmaria é definitiva ou o mar voltará a ficar revolto. Navegar é preciso; vencer também.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Vantajoso para quem?

por Thiago Albino*

Muito tem se falado durante as últimas semanas sobre a ida do “Imperador” Adriano para o Corinthians. Será que vale a pena?


Que o Adriano cairia bem em qualquer equipe pela sua qualidade dentro de campo, todo mundo sabe. Mas, as atitudes dele perante um clube e sua vida pessoal deixam a desejar, e muito.

Desde seus tempos de Internazionale, após o falecimento de seu pai, o Imperador vem enfrentando problemas que estão atrapalhando sua carreira, como deixar de ir a uma Copa do Mundo por culpa própria.

Enfim, depois da Inter de Milão, o Imperador passou por São Paulo, voltou para Milão. Nesse meio tempo, o jogador se desligou da equipe italiana e decidiu dar um tempo dos gramados, o que acabou não acontecendo. Dias depois assinou com o Flamengo.

Durante o tempo que ficou nesses clubes, o jogador foi alvo de criticas, pois fora de campo sempre aprontava.

Depois de ser campeão Brasileiro com o time carioca, Adriano acertou sua ida para a Roma, parecia que tudo estava voltando ao normal. Porém, o velho Adriano deu as caras novamente e começou a fraquejar. Não deu outra: o clube italiano rescindiu seu contrato.

Bem, agora o Corinthians quer ter o Imperador. Caso venha a ser uma jogada de marketing, é bom para ambos, pois o atacante, querendo ou não, chama a mídia para ele. Mas esse "chamar a mídia" pode ter alguns aspectos diferentes: como jogador, seria uma boa contratação; como marketing também. Agora, por que contratar um jogador que fora de campo sempre dá trabalho? Que pode acordar e perceber que não quer mais jogar pelo clube, não morar mais em São Paulo?

Não entendo algumas coisas: todos os clubes do mundo sabem o quanto Adriano causa problemas, mas mesmo assim querem sua contratação.

Falar que o Adriano pode ser recuperado já virou rotina. Ele teve oportunidades para isso e não soube aproveitar. A carreira desse rapaz está caindo aos poucos, só ele não percebeu.

Thiago Albino, 19 anos, estudante de Jornalismo.

terça-feira, 15 de março de 2011

A nova camisola da Lusa

Tenho perdido o tesão pelo futebol;

A Portuguesa está mal faz tempo;

O Benfica ganha um título a cada cinco anos;

A Seleção de Portugal só ganha algo nas categorias de base (como a Lusa);

As camisolas de futebol têm sido sistematicamente avacalhadas, ano após ano,

Mas a Penalty lançou, para este ano, uma das camisolas mais lindas que eu já vi.
É clubismo? Sim, é.

Para quem não viu, ei-las:


sábado, 5 de março de 2011

Um enorme balcão de negócios

Finalmente a máscara caiu. Agora tudo faz sentido. Ao reconhecer, oportuna e tardiamente, o Flamengo como campeão nacional de 87, a CBF colocou a peça que faltava no quebra-cabeças sórdido e mesquinho do futebol tupiniquim, que se transformou num enorme balcão de negócios. Vai um estádio aí, mano? Temos! Querem o quê? Título? Vieram ao lugar certo!

Não que nunca tenha sido, mas agora está escancarado, descarado e despudorado. e por uma pechincha: custa a fidelidade. Não a canina, pois esta é incondicional, é verdadeira. Os cães são leais; já os cartolas... Particularmente prefiro os cachorros.

O plano arquitetado pela CBF foi meticulosamente calculado: o primeiro ato foi boicotar o São Paulo, na questão do estádio paulista para a Copa populista de 2014. Assim cooptou o Corínthians, ávido por um estádio para chamar de seu. Passadas algumas vistorias, uma série de impropérios tracados entre os dirigentes/marionentes dos clubes contendores e o Morumbi estava preterido, o "Piritubão" concebido e a relação dos co-irmãos, azedada de vez.



Mas o zap ainda estava nas mãos de Don Corleone Teixeira: a Copa União. A demora para definir a contenda fez com que os clubes envolvidos, Flamengo, Sport e (de novo) São Paulo se estranhassem a ponto de levar a questão à justiça comum, mesmo o STJ tendo definido a favor dos pernambucanos em 1999.

Bom, aí era só dar uma banana para a justiça e a Taça das Bolinhas para o Rubronegro carioca e levá-lo para o seu lado da trincheira, fazendo ruir o Clube dos 13 justamente no momento em que são negociados os direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro. Sabe-se, pois, que esta é a principal fonte de renda dos times brasileiros.

Durante as aulas de História aprendemos que devemos conhecer o passado para entender o presente. No futebol brasileiro não funciona assim. Temos que esperar pelo futuro para entender o passado. Como diria Joelmir Beting, no império de D. Teixeira I, o Genro, "até o passado é imprevisível."

domingo, 20 de fevereiro de 2011

O dia da minha morte

Se eu pudesse escolher o dia da minha morte, seria quando acabassem meus sonhos. A vida sem eles é vida sem vida, sem sentido, não vale a pena.

A essência da felicidade está na capacidade de sonhar sonhos palpáveis; a capacidade de sonhar é proporcional à fé, e tendo fé os sonhos estão ao alcance. Uns mais perto, outros, nem tanto, mas todos são possíveis.

Quero viver enquanto puder sonhar. Nunca se chega ao fim dos objetivos, mesmo quando olha-se para trás e percebe-se que tudo foi conquistado. Aliás, nunca tudo está feito. Não se cumpre tabela na vida, pois a manutenção da felicidade é uma tarefa e tanto. Está no dia-a-dia, nos pequenos gestos, nos sorrisos, nos olhares, na gentileza, na gratidão. Seja gentil e um simples sorriso de agradecimento será a maior das recompensas. Caso não a receba, não mude, pois o problema não estará em você.

Se eu puder escolher o findar dos meus dias, quero que seja quando não sentir mais a alegria de viver. Neste dia, quero à minha volta meus pais, irmãos e amigos, que são as pessoas que fazem a diferença nas nossas vidas.

É simples ser feliz. Isso está na fé, nas relações interpessoais, na música que nos faz fechar os olhos; não está no que temos, mas no que somos, embora ser ou não ser não seja a questão (deixe isso para Shakespeare).

Quando me tomarem a capacidade de sonhar, o dia de cerrar os olhos terá, enfim, chegado. Esta é a morte real. A morte física é apenas consequência.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Até para o Bangu?

Perdemos para o Bangu. Para o Bangu! Se já não bastasse a campanha pífia no Paulistão, agora o vexame é na Copa do Brasil.

Não que eu espere que a Lusa vença o torneio, mas passar por isso? No domingo o Bangu perdeu para o Olaria. Para o Olaria!

Tá tudo errado. O elenco, além de fraco, é mal formado. A pseudo-torcida colabora com atitudes lamentáveis. Não há perspectiva, não há respeito, não há nada. Nada!

Há muito a ser dito, mas, hoje, nada vale a pena.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Temos a nossa escória

Aconteceu de novo. Domingo, após a derrota para o São Paulo, o meia Héverton foi ameaçado por dois elementos nas dependências do Canindé.

Versões distintas já apareceram na imprensa: um diz que eram conselheiros; outro, que tratavam-se de torcedores a mando de um conselheiro, citando nome e sobrenome do sujeito. Não o farei, pois aqui este tipo de canalha não tem espaço.

Mais uma vez, a imprensa erra ao classificar como torcedores os que acossaram o médio luso. A exemplo do que houve no Corínthians, são bandidos, são escória e deveriam estar distantes das bancadas por absoluta inaptidão de respeitar o direito alheio.

Cabe, entre tantas perguntas, uma em especial: qual o pecado cometido pelo atleta? Salvo raríssimas exceções, o jogador procura o melhor lugar para se trabalhar. Vai aonde paga-se melhor, oferece-se as melhores condições de trabalho e onde tem perspectivas de conquistas. E este, perdoem-me os adeptos lusos, não é o caso da Portuguesa há muito tempo. Ao torcedor cabe, pois, o amor ao clube e ao atleta, o profissionalismo. Ponto.

Além do mais, a indignação é algo íntimo, pessoal. Ao agir em bando, o sujeito torna-se ou massa de manobra ou covarde. Ou, como no caso, os dois. Agora a Lusa corre o risco de perder alguns mandos de campo, como é praxe. A exposição negativa do nome Portuguesa de Desportos está causada,  graças a estes idiotas que se julgam donos do clube. Desculpem o lugar comum, mas quando o ladrão está do lado de dentro não adianta passar o trinco. Sem os mandos, a missão de se classificar entre os oito (!) ficará mais difícil, e estes imbecis não se responsabilizarão, como também é praxe.

Enquanto isso, após o aumento concedido pelo Legislativo, um vereador da Capital paulista passou a custar mais caro que um deputado federal, demandando R$114.800,00 mensais ao erário municipal. Como é corriqueiro neste país-tropical-abençoado-por-Deus-e-bonito-por-natureza, ninguém esperneou. Assim, a frase cunhada pelo grande Rui Barbosa está a cada dia mais atual, afinal, cada povo tem o governo que merece.

Enfim o fim

Chega ao final a carreira mais vitoriosa do futebol brasileiro pós-Pelé. Ronaldo, enfim, parou. Não vou ficar enumerando os feitos deste, merecidamente, Fenômeno. Isto vocês verão e ouvirão aos montes por aí.

Ronaldo entrou para o panteão dos craques do esporte, assim como Boris Becker, Alan Prost, Magic Johnson, Robert Scheidt. Raros são os que atingem tal status.

Entre erros e acertos, o saldo é positivo. É possível que não tenha sabido gerenciar sua carreira fora dos campos, quando deixava de treinar para cumprir compromissos com patrocinadores. No entanto, enquanto esteve no auge não houve no mundo, exceto por Zidane, outro caso à parte, quem fizesse frente ao hoje grosseiramente gordo atacante.

Há de haver quem diga que ele não soube a hora de parar. Mas quem é que saberia, a não ser o próprio? Não foram poucas as vezes em que estava decretado o seu final. Ele, Ronaldo, estava acabado para o futebol quando arrebentou o joelho, ainda na Internazionale. Era apenas o primeiro jogo após longa recuperação da primeira cirurgia. Teimou, voltou e brilhou na Copa de 2002.

Excesso de peso e escândalos marcavam sua vida extra-campo, quando resolveu voltar ao Brasil. Chegou no Corínthians e comandou duas conquistas do Alvinegro, em 2009. Não foi o suficiente para voltar à Seleção e disputar a Copa de 2010, mas não acredito que poderia fazer mais do que fez em 2006, já fora de forma.

Quem fez tanto pelo futebol não merecia o tratamento que recebeu de um bando de vagabundos que não representam, absolutamente, a torcida corintiana. O futebol do Brasil deve muito a ele e não seriam meia dúzia de bandidinhos que mudariam isso.

Se eu torcesse pela Seleção, estaria agradecendo por tudo o que ele fez. Como não é o caso, agradeço por algo bem maior: o exemplo de superação. Obrigado, Ronaldo.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

A escória, o lixo

Hoje foi o terceiro dia de protestos no Corínthians. Seja no CT ou no clube, a barbárie está instalada desde a precoce eliminação da equipe na Libertadores.
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Dentro dessa lógica tupiniquim imbecil de que o futebol é mais importante do que a política, os protestos já eram esperados, mas já estão tomando proporções inaceitáveis.
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São, até hoje, quinto dia de fevereiro, três dias de confronto. Já teve de tudo: emboscada ainda na Colômbia, pichações no muro, recepção hostil no aeroporto, ataque ao ônibus alvinegro. A imprensa também foi agredida. Bandidos encapuzados invadiram o CT corintiano armados com metralhadoras! É este o tipo de "gente" com quem essa corja se relaciona?

É evidente que foi de dentro da gangue uniformizada que saiu a ordem. Não vandalizaram as dependências do CT Joaquim Grava, sequer deram um tiro. O armamento pesado era para intimidar. E os carros que estavam lá, estes não foram poupados.

Não sou hipócrita a ponto de não entender que derrotas como a de Ibagué causem revolta, mas não sou idiota para aceitar que policiais e até a tropa de choque sejam deslocados do seu trabalho nas ruas para evitar que esse lixo de gente mate alguém. É o dinheiro dos meus - e dos seus - impostos que está sendo usado.

Por que estes mesmos cretinos não têm o mesmo afã para protestar contra o aumento da tarifa de ônibus? O novo presidente da Câmara defendeu um salário maior para o legislativo, logo após os próprios deputados aumentarem seus salários em mais de 60%, causando efeito cascata em outros cargos, e eles fizeram o quê? Sequer se incomodaram.

Futebol é entretenimento, nada mais do que isso. É por causa desse tipo de pensamento desprovido de bom senso que o país está como está, entregue a grupelhos políticos que se mantém às custas desta inversão de valores.

Esta horda representa o que há de pior no ser humano: são violentos, vis e burros. Ao contrário do que dizem as manchetes, não são torcedores, são bandidos, são escória, são lixo, e devem ser tratados como tal.

Vale a pena tudo isso?

* por Thiago Albino

Tenho acompanhado, através de programas esportivos, jornais, sites esportivos, as manifestações de torcedores corintianos em frente ao CT do Corinthians. Bem, posso concluir que aquele grupo de manifestantes não representa de maneira alguma a grande massa corintiana. Na verdade, posso caracterizá-los como vândalos, pois a forma com que eles estão protestando é de baixa categoria, jogando pedras no ônibus do clube, apedrejando carros no estacionamento do CT, tudo por causa da precoce eliminação do time na Libertadores.

Fazer protesto está no direito da torcida, que vai ao estádio apoiar o clube, se tornam sócios, mas agir desse jeito grotesco está totalmente contra o que é, de verdade, uma manifestação. Óbvio que o time não está jogando bem, aliás, não está jogando bem desde o Brasileirão do ano passado, mas talvez os torcedores sejam tão cegos que acabam agindo só pelo amor que têm pelo clube.

Não adianta ficar colocando a culpa em Ronaldo, Roberto Carlos. O gordo também não está jogando nada desde o ano passado. Ele foi um grande jogador, não que ele deixou de ser, mas está nítido a forma física dele, que ele não vai ser mais o de antes. Agora, vêm torcedores e também culpam o Roberto Carlos, isso eu não consigo entender, a ignorância das pessoas de sempre arrumarem exatamente dois ou três culpados, e não o time inteiro.

O sr. Bruno César não está jogando nada; o sr. Jucilei também não está. Chicão, Dentinho, Danilo. Então porque culpar apenas os jogadores de mais nome do time? É uma equipe, todos ganham e todos perdem. Claro que às vezes um jogador erra e acaba prejudicando a equipe, mas não é o caso.

Não posso deixar de mencionar também o técnico. Desde quando o Tite está no nível de se treinar o Corinthians? Por que o presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, não deu uma dura em certos jogadores, quando estes ficaram fazendo corpo mole com o então técnico Adilson Batista?

Estou aguardando ansiosamente esse desfecho.

*Thiago Albino, 19 anos, é estudante de jornalismo.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Há que se ter calma

O outrora descontente Heverton garantiu a vitória da Portuguesa, frente ao (por enquanto) Americana, no Canindé. O jogo foi sofrível, como de costume. e a torcida pegou no pé no meia.
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Heverton, ao lado de Fabrício, externou sua vontade de deixar o Canindé. Ao contrário do ala, foi demovido da ideia e reintegrado ao elenco, tendo, inclusive, jogado o clássico contra o Palmeiras.


É óbvio. como dois e dois são quatro, que o jogador ficou mal com a torcida. É evidente que não se espera racionalidade por parte dos adeptos de uma equipa que não ganha nada relevante há quase 40 anos. É lógico que a malta das bancadas tem, pois, todo o direito de pegar no pé do atleta.


Da parte dele, Heverton, que goza da confiança do treinador Sérgio Guedes, espera-se atitudes mais inteligentes. Não cabe, sob hipótese alguma, colocar a mão perto da orelha, esperando que a torcida grite seu nome. Esta, por sua vez, deve apoiar o jogador durante o jogo, pois é a Lusa que ele representa. Fazer diferente é dar um tiro de fuzil no pé.