sábado, 7 de julho de 2018

Por que, Tite?

UAHLAH! O mestre Tite, tal e qual o Profeta de Ronald Golias


Um pecado a eliminação do Brasil. E o pecador atende pelo nome Adenor. Tite, o civilizador, montou o time parecido com o que não funcionou contra o México. William preso na ponta, Paulinho sem função alguma, e jogando com Fernandinho, que é lento, e precisava de ajuda para substituir Casemiro, que fez uma falta imensa. Fagner, um terror, não teve cobertura, que deveria ser feita por um dos volantes. Ninguém fez.


Roberto Martinez, por sua vez, desmanchou o sistema com cinco defensores que quase emperrou no Japão, reforçou o meio-de-campo e, favorecido não só pela ausência de Casemiro, mas também pela pavorosa atuação da dupla Fernandinho-Paulinho,encaminhou a vaga ainda no primeiro tempo, coisa que o México poderia ter feito caso tivesse um pé que pensasse o jogo.

Neymar, abaixo do mais baixo que já jogou pela Seleção, foi uma figura patética no primeiro tempo. Apático, errou tudo o que tentou e saiu do Mundial com a imagem de chorão, mimado e ídolo que ninguém deveria ter. Marcelo, depois de uma temporada estonteante, foi um fiasco maior do que já havia sido em 2014, e ainda teve problemas físicos. Nem Coutinho foi bem, e Gabriel Jesus, em noite para ser esquecida, não terá quem o defenda. No segundo tempo, sem a nulidade da camisa 19, com Douglas Costa querendo jogo e com Firmino mais à frente, o Brasil funcionou um pouco melhor.

Quando Renato Augusto entrou para igualar numericamente o jogo, já que Paulinho era, para variar, praticamente menos um em campo, o Brasil melhorou. Neymar entrou no jogo, embora sem brilho, mas minimamente efetivo. Coutinho, mesmo mal, achou um passe fantástico para Renato Augusto diminuir. E quase o mesmo Renato empatou, se aproveitando de um raro momento de desarranjo belga.

A Bélgica, que abriu a vantagem com De Bruyne jantando o apavorado e injustificável Fagner, Lukaku ganhando tudo sobre todos no primeiro tempo e Hazard como o dínamo do time, sentiu o gol e se fiou no imenso Courtois, que brilhou quando um desesperado Brasil mandava no jogo, à base do bumba-meu-canarinho. Pena para o Brasil Douglas Costa não ter tido mais chances em campo, assim como Renato Augusto.

Tite, como sempre calmo, sereno e irritantemente professoral na coletiva post-mortem, teria muito o que explicar, caso a imprensa presente não bebesse de sua inquestionável sabedoria. Por que Fred? Por que Taison? Por que Fagner? Por que Alisson titular? Por que insistir tanto com Fernandinho? Por que Gabriel Jesus? Por que Marcelo voltou? Por que Paulinho? Por que, Tite?

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