sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

Shakhtar 2 x 1 Benfica - abominável

ROTINA NAS NOITES EUROPEIAS (Foto: Sergey Supinsky / Getty)

Cá estamos nós outra vez a falar sobre o que o Benfica fez - ou pior, não fez - em mais uma desastrosa noite europeia. Seria bom alguém com acesso perguntar ao Béla Guttmann se a maldição, que era a de não ganhar títulos na Europa, passou a sequer fazer um joguinho só que preste, mesmo ao segundo escalão. 

Leia também:
Força, Marega


Desta vez não vou me ater a esquemas táticos, movimentos deste ou daquele jogador - muito embora até Rúben Dias, o futuro melhor zagueiro do mundo, teve uma noite à Ferro, e ao lado do próprio, o que é bem pior - ou reclamar das escolhas do mister durante o jogo. Basta dizer que o Shakhtar, a quem bastou quatro brasileiros pouco celebrados em campo e um goleiro (Pyatov) que em três jogos contra portugueses (dois pela seleção) só foi vazado em cobranças de pênaltis, não jogava há dois meses e ainda assim foi superior tática e fisicamente. 

Um assombro.  

Pensando bem, há um mês o Benfica não joga. Até mais, se calhar.

Vlachodimos: só pelo Ody é que ainda há vida para a segunda mão. Não sei se fico feliz com isso. Podia ter jogado o Zlobin ou o Svilar que já acabava com isso;
Tomas Tavares: devo-lhe a jogada do golo que mantém a discussão em aberto. Também alguns cabelos brancos;
Rúben Dias: aproveitou o Entrudo para se fantasiar de Ilori. Não precisava caprichar tanto;
Ferro: ninguém poderá dizer que nunca jogou ao nível do Rúben Dias;
Grimaldo: tentou, ao menos;
Florentino: alegria de pobre dura pouco, é o que dizem. No caso, a alegria de pobre era a posse de bola quando o Tino a roubava;
Taarabt: já deve estar se perguntado se o futebol é mesmo um desporto coletivo;
Pizzi: o bom humor acaba quando a gente vê que nem o Luis Miguel fez algo digno de nota. Ok, converteu a grande penalidade, mas isso um Seferovic faria. Ok, talvez não; (Samaris: cinco minutos em campo para garantir a derrota por só um golo fora de casa. Espero não me arrepender por concordar);
Cervi: foi o melhor jogador encarnado no quarto de hora decente do abominável futebol nas neves da turma do Bruno Lage;
Chiquinho: quando é que o Pedrinho vem? (Rafa: já está, Rafael Alexandre! Essa sua imitação do Caio Lucas é excelente, mas já fartou toda a gente);
Seferovic: certamente foi ele quem pediu para usar o equipamento branco, pois ninguém o notaria no meio da neve. Descansa, Haris, no relvado o efeito foi o mesmo (Vinicius: espero que tenha feito as pazes com a bola. Para o Gil Vicente será preciso);
Bruno Lage: já não sei o que dizer, mas eu espreitaria, como quem não quer nada, se o Ivo Vieira não quer fazer umas fotos ao pé da estátua do Eusébio. 

Sem comentários: