sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Devagar com o andor

Nesta semana o assunto que dominou a maioria das discussões sobre o esporte bretão foi a possibilidade de a CBF reconhecer os títulos anteriores a 1971 como sendo campeonatos brasileiros. Gente muito boa defende a tese de que deva-se fazê-lo.

De minha parte, julgo ser prudente, antes de defender ou atacar a “unificação”, que se entenda o que foi cada campeonato, para que não se coloque tudo na mesma prateleira.

Haviam dois campeonatos distintos: a Taça Brasil e o Torneio Rio-São Paulo. Do primeiro, participavam os campeões estaduais; do segundo, obviamente, clubes dos estados que davam-lhe o nome. Até pela qualidade das equipes que disputavam, o Rio-São Paulo era o mais importante, entretanto, sem a abrangência que um campeonato nacional deva ter.

Em 1967 foi criado o Roberto Gomes Pedrosa, que era o Rio-São Paulo reforçado com times do Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Bahia (posteriormente Paraná e Pernambuco tiveram representantes incluídos). Este foi o embrião do Campeonato Brasileiro.
Sendo assim, por que diabos devemos considerar que Taça Brasil e o Robertão são campeonatos iguais? Ora, não são! O próprio Rio-São Paulo tem mais a ver com o Brasileirão do que a Taça Brasil. No entanto, como não tinha a abrangência nacional, não pode – nem deve – ser considerado como tal. Tratá-los como iguais é, portanto, desvirtuar a história do próprio futebol brasileiro.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

E quanto é que eu levo nisso?

O Campeonato Brasileiro está uma vergonha. Não bastasse o paupérrimo nível técnico, agora o apagão é moral. Entrega-se o jogo com uma facilidade absurda, sem o menor pudor. Pudor, aliás, nem no discurso tem tido lugar. Resquícios do final do campeonato do ano passado, quando Grêmio e Corinthians macularam suas histórias para prejudicar rivais que buscavam o título, o que explica, mas não justifica, a falta de decoro. O que se faz hoje é o revide, o nivelamento por baixo, bem por baixo.

Os torcedores de Palmeiras e São Paulo riem feito hienas. Curiosamente, são os mesmos que esbravejaram no ano passado, quando foram as vítimas do pseudo-goleiro Felipe e seus colegas da falta de decoro corintiana. São os mesmos que elegem políticos corruptos, fazendo com que tenhamos que clamar por uma lei para evitar o voto em quem tem o passado espúrio. São os mesmos que reclamam da arbitragem quando um pênalti claro é marcado contra si, mas adoram ver os homens do apito os favorecendo.

O excelente Moacyr Franco, que deve estar envergonhado pelo que o seu Palestra se prestou a fazer, criou o personagem Mendigo, que andava com um jornal amassado sob o braço e repetia o bordão "e quanto é que eu levo nisso?" quando reclamava da vida. Nos dias que correm, a resposta para o bordão é o que tem determinado a distância entre o esfregar das mãos e a indignação.

O problema, pois, é cultural, é de berço, de (falta de) retidão de caráter. O cidadão que, ao se vestir de torcedor, aceita qualquer calhordice que favoreça seu time, despe-se da moral. Mas ao contrário do Mendigo de Moacyr Franco, sua mendicância é vil, é desprezível. Ele mendiga por favores, por benesses, mesmo que seja à margem da lei e em todos os níveis, desde o cafezinho para o guarda à propina do fiscal.

Para não mudar só o cachorro

Muito tenho ouvido falar sobre a ocupação de parte dos morros da capital do Rio de Janeiro pelo exército. Opiniões muito mais abalizadas que a minha, obviamente, pois são de especialistas em Segurança Pública. Meu conhecimento é empírico, como é o da maioria das pessoas. O que não quer dizer que eu não possa ter uma opinião formada e, até que provem o contrário, o que eu penso está certo.

O Estado se ausentou e fez vistas grossas ao crescimento do narcotráfico, que ocupou a lacuna e se estabeleceu. O que estão fazendo no Rio de Janeiro é combater o efeito, quando deveriam também enfrentar a causa. As UPPs exercerão o papel de mantenedoras da seguração local até que a PM prepare contingente para o trabalho. Embora necessária, a medida, se isolada, é apenas paliativa.

Deve-se, como eu disse, combater a causa. Em diversos setores. Não adianta endurecer as penas se há brechas na legislação que garantem seu relaxamento. O sistema prisional está saturado e é obsoleto, servindo como centro de formação da bandidagem. Eis um conjunto de fatores que, aliado à corrupção e à impunidade, favorecem o aumento da criminalidade.

Quanto ao Estado, cabe a ele cumprir sua atribuição mais básica: ser Estado. Deve prover condições para que a população tenha acesso à saúde, moradia digna, educação, emprego e segurança. Uma vez que faltou, o crime fez as vezes e se sedimentou. Esta é, se não a principal, uma das causas para se chegar ao estágio atual. O que se deflagrou com a tomada do morro é um caminho sem volta. Não haverá como justificar um eventual fracasso.

Se não for assim (só para não usar o termo mais chulo), irão ter mudado só o cachorro, pois a coleira continuará a mesma.

Paixão dividida

por Tiago Albino*

No jogo de domingo, na Arena Barueri, o Palmeiras enfrentou o líder do campeonato apenas para cumprir tabela, mas o que chamou a atenção foi a atitude da torcida palmeirense em relação ao próprio time e o adversário.

Em da torcida alviverde apoiar o time da casa, ela incentivou a perda da partida para não favorecer um time rival, o Corinthians, que está a um ponto do líder e que jogava no mesmo horário, contra o Vasco, no Pacaembu.

Bom, tá certo que rivais são rivais, mas cadê a ética? O engraçado de se pensar é que as pessoas gastam dinheiro para ir ao estádio, algumas se deslocam de longe e, em vez de apoiarem o time, pedem para que os jogadores entreguem o jogo. É melhor ficar em casa.

No momento em que o atacante do Palmeiras, Dinei, marcou o gol da equipe paulista, só faltou os torcedores palmeirenses invadirem o campo para bater no sujeito. Detalhe: foi um golaço. Agora, quando o Tricolor fez o gol de empate e consequentemente virou para 2 a 1, foi uma festa no estádio inteiro, principalmente por parte da torcida do Palmeiras. Parecia o título da Copa Sul-Americana que a equipe paulista deixou de ganhar, quando perdeu de virada para o Goiás, pelo segundo jogo da semi-final, em pleno Pacaembu. Mas isso foi outra história, vergonhosa, por sinal.

O ponteiro do certame só não goleou o Palmeiras devido às defesas do goleiro Deola, que encarnou o São Marcos e evitou outro vexame. A indignação foi ver os palmeirenses xingando o goleiro a cada defesa importante que fazia, chegando até a jogar copos d’água na pequena área.

Portanto, deixo aqui os meus parabéns para o goleiro verde, que mostrou, acima de tudo, a grandeza que tem o Palmeiras e, para si mesmo, ter ética.

No final das contas, o tradicional time do Rio ganhou e está a uma vitória do título e ambas as torcidas fizerem a festa. Já o Corinthians ganhou por 2x0, mas depende de um tropeço do clube das Laranjeiras, na última rodada, além de vencer o seu jogo, para ser campeão.

*Thiago Albino, 19, é estudante de Jornalismo.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Educação

*Por Thiago Albino

Pela segunda vez o técnico do Palmeiras, Luis Felipe Scolari, agrediu verbalmente os repórteres enquanto concedia entrevista coletiva após o jogo, entre Atlético-MG x Palmeiras, pelas quartas de finais da Copa Sul-Americana. Desta vez, o técnico da equipe paulista xingou todos os repórteres ali presentes de palhaços.

Um detalhe que chamou atenção foi o xingamento direto para um dos jornalistas, como se houvesse uma desavença particular por parte do senhor Luis Felipe Scolari para com o repórter.

Vale lembrar que a primeira agressão foi em cima de um jornalista após ter perguntado sobre a lesão do chileno Valdívia, que saiu sentido a coxa ainda na partida entre Corinthians x Palmeiras, em que o Timão ganhou por 1x0.

Espera ai, né, Felipão? Educação se aprende desde cedo. Tudo bem que, nitidamente, o jogo foi a favor do Atlético-MG, com erros grotescos da arbitragem, mas descontar a raiva no profissional que está ali exercendo sua função já é demais.

É claro que, muitas vezes, o jornalista distorce o tema em questão, mas é a função dele, o objetivo é levar informação ao público. Além de que, não houve agressão alguma na pergunta, que foi em relação aos lances polêmicos da partida.

No final das contas, o jogo terminou 1 a 1. No jogo de volta, a equipe palestrina pode empatar por 0x0 que ainda avançará à semi-final da Copa Sul-Americana.

*Thiago Albino, 19 anos, estudante de jornalismo.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Vascão afunda Timão

Por Thiago Albino*

Eis a pergunta: O que está acontecendo com o Coringão? O Corinthians teve tudo para diminuir a vantagem em relação ao líder Cruzeiro, mas acabou sofrendo sua quarta derrota nos últimos seis jogos no Brasileirão.

O time paulista foi até São Januario enfrentar o Vasco da Gama, e tomou 2x0 ainda no primeiro tempo, com um gol de Zé Roberto (impedido), e outro de Éder Luis. A partida foi válida para repor uma rodada do primeiro turno, já que ambos tinham um jogo a menos.

Em campo, a equipe corintiana mal conseguia chegar ao gol adversário, e quando chegava, finalizava errado, mostrando a falta de qualidade no ataque. É claro que, com as contusões dos principais atacantes do Corinthians, o time caiu de rendimento, mas ninguém esperava chegar a tanto. O time está com um ataque fraco, sem potência.

Com seis jogos sem vencer, sem técnico, o que será do Corinthians? O que vinha sendo um campeonato tranquilo, se tornou um pesadelo. O torcedor, claro, está abismado: como o time caiu tanto de rendimento desse jeito? Talvez uma pergunta que nem mesmo os jogadores saibam responder.

Thiago Albino, 19 anos, estudante de jornalismo

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Centernada

* por Thiago Albino


Na minha última postagem sobre o Corinthians comentei sobre o que poderia acontecer com o time paulista caso ele desperdiçasse chances concretas de assumir a liderança do Brasileirão, novamente, e de ser campeão brasileiro.

Bom, tudo está caminhando para a não conquista do título, e se bobear nem com a classificação para a Taça Libertadores do ano que vem. Dessa vez, o time alvinegro perdeu de virada para o Atlético-MG, fora de casa, pelo placar de 2 a 1. Para piorar ainda mais a situação, aos 5 minutos do primeiro tempo, o atacante Dentinho, que voltava de contusão após longos meses afastado, se contundiu novamente, deixando o elenco corintiano com mais um atacante machucado. Fora Dentinho, Jorge Henrique e Ronaldo também estão no departamento médico.

O Corinthians continua com aquela mesma crise de conseguir jogar bem no primeiro tempo, mas no segundo tempo parece acontecer um apagão entre os jogadores. Cabe ao técnico Adilson Batista arrumar isso, não?

Nas últimas três rodadas, de nove pontos disputados, apenas dois pontos foram ganhos pelo clube paulista e, o pior, jogando dois jogos em casa. Está na hora de os jogadores abrirem os olhos, caso contrário, o centenário do Timão vai passar em branco.

*Thiago Albino, 19 anos, é estudante de jornalismo.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

A fantástica fábrica de crises*

E o Palmeiras segue mostrando sua incrível capacidade de criar as próprias crises. Não importa o que aconteça, o time verde estará, pelo menos, à beira de uma.

Como se fosse um carma, o time do Parque Antártica, desde que foi rebaixado em 2002, nunca mais foi o mesmo, nunca mais teve um período duradouro de paz. Volta e meia a crise aparece e isso reflete no time, no gramado em que a luta o aguarda. Os bastidores verdes são uma guerra. O fantasma Mustafá Contursi ainda arrasta suas correntes pelos corredores do Palestra Itália, numa espécie de maldição.

Quando Mustafá saiu, conseguiu fazer seu sucessor, Afonso Della Mônica, que, tão logo assumiu, rompeu com o antecessor. Com ele, o homem forte do futebol era Salvador Hugo Palaia, que ficou mais famoso pelos pitos passados em público no então treinador Tite e pela célebre e folclórica auto-entrevista do que pelos feitos do seu departamento.

A escassez de títulos aliada à interferência do grupo do antecessor fez com que o presidente Della Mônica saísse sem deixar saudades. Como tudo é esquisito no Jardim Suspenso do Parque Antártica, Della Mônica também conseguiu eleger seu sucessor. Palaia, que não ficou, saiu atirando. Assumiu o Professor Luiz Gonzaga Belluzzo, homem de capacidade extraordinária e tido como grande conciliador. Economista respeitado em setores dos mais inóspitos, como política e economia, Belluzzo costurou o acordo que trouxe a Parmalat, lá no início da década de 1990. O sucesso da parceira todos conhecem.

Ninguém, portanto, em sã consciência, duvidaria da sua capacidade para segurar o rojão verde. No entanto o futebol, como senhor caprichoso que é, tem suas peculiaridades e é capaz de transformar gestores competentes em grandes decepções. No ano passado, após a derrota para o Tricolor carioca, no Maracanã, Belluzzo disse que se encontrasse o árbitro do jogo, Carlos Eugênio Simon, daria uma porrada nele. E dá-lhe suspensão - e crise, é claro. Em campo, jogadores trocavam sopapos e um título quase certo se transformou em perda até da vaga para a Libertadores.
-
Agora o presidente teve que ser internado às pressas para uma cirurgia cardíaca. Como o destino é mais caprichoso do que o futebol, a presidência caiu no colo justamente de Palaia, que já foi dissolvendo todo o Departamento de Futebol, num claríssimo gesto de vingança, como quem usa o clube para desopilar o fígado.

De algumas semanas para cá mais se tem falado em problemas como atraso de direito de imagens do que do próprio time de futebol. Felipão, que voltou sebastianamente para o clube, não consegue emplacar uma sequência de bons resultados e ainda tem que aplacar a insatisfação de alguns jogadores, como Valdívia, que fez beicinho ao ser substituído a cinco minutos do final do clássico contra o Santos. Scolari, que não é de adular ninguém, avisou que quem manda é ele. Como em-casa-que-falta-o-pão-todo-mundo-grita-e-ninguém-tem-razão, a fantástica fábrica de crises do alviverde segue a todo vapor. E Willy Wonka para tocar é o que não falta.

*agradecimento ao jornalista Fábio Lucas Neves, da TV Bandeirantes

sábado, 2 de outubro de 2010

Sobre a presunção

O São Paulo sempre foi tido como um exemplo de administração. O clube sempre se gabou de não precisar de parceiros para tocar o futebol, pois essa história de co-gestão não funciona no Morumbi. É consenso, inclusive em boa parte da imprensa, que o Tricolor é o clube brasileiro que melhor se adequou ao monstrengo chamado de Lei Pelé. Afinal, ninguém ganhou mais dinheiro transacionando jogadores do que o São Paulo (mesmo que, para isso, tenha o pessimo hábito de aliciar garotos da base de outros clubes). Enquanto os outros, pobres co-irmãos, têm em seus quadros os conselheiros, o presunçoso representante da nobreza paulistana também os tem, mas sob a pomposa alcunha de cardeais.
.
Os são-paulinos são diferentes em tudo. Desdenham das fases iniciais dos campeonatos porque, para eles, o filé-mignón, a decisão, é o que interessa. É aí que batem no peito e lotam o Morumbi, "o maior estádio particular do mundo", segundo eles. Outro "diferencial" tricolor é a apresentação dos uniformes: times comuns as fazem ou na própria sede social ou em alguma grande loja de artigos esportivos. O São Paulo não! Seus concorridos eventos são realizados na Oscar Freire. É mais fashion, né?
.
Essa conversa de que o São Paulo Futebol Clube está um passo além da concorrência até que era, de certa forma, verdade. Desde que a fórmula de disputa do Brasileirão mudou para os pontos corridos, quem melhor se houve foi o Tricolor. Este tipo de campeonato premia o time que for mais regular durante a disputa e, para tal, é necessário que haja planejamento, e o planejamento deve andar de mãos dadas com uma estrutura bem sólida, coisa que ele, o São Paulo, tem. Outro consenso é que o clube contrata com competência ímpar graças à excelente comissão técnica, que, aliás, é fixa. Um luxo no oásis de desorganização chamado futebol brasileiro.
.
A grandeza de um clube é forjada através dos tempos. Como no Brasil o campeonato nacional é recente, se comparado a outros países, muito da história dos grandes clubes foi feita com os campeonatos estaduais. Com o advento do Campeonato Brasileiro, entretanto, já não bastava ser o melhor da sua rua. Tem que ser o melhor do bairro. Depois que competições internacionais como a Libertadores e o Mundial ganharam a projeção que têm, ser o melhor do país já não era tão importante assim. Agora deve-se ganhar o mundo. Outra coisa que não seja isso parece não ter importância.
.
Eis o maior problema do São Paulo Futebol Clube. Depois que conquistaram a América - e o mundo -, os outros campeonatos passaram a valer menos do que nada. Em quase quarenta anos de disputa do Campeonato Brasileiro, o São Paulo é o único time a vencê-lo por três anos seguidos, sempre sob o comando de Muricy Ramalho. Como o treinador cometeu o pecado de não ganhar a Libertadores, foi enxotado do Morumbi. Não por coincidência, ninguém mais conseguiu emplacar um bom trabalho no clube.
.
Há pouco tempo atrás, Rogério, o goleiro-craque-capitão-bandeira (sem ironia), disse que não conseguia imaginar o São Paulo fora da maior competição sulamericana. Um bom tempo depois foi a vez do boquirroto Carlos Augusto Barros e Silva dizer que a Copa do Brasil não está à altura do clube. Juvenal Juvêncio, o presidente, não é dos mais humildes. Eis que o São Paulo perdeu a mão não só nas contratações, mas no planejamento. Sob a ilusão de ser o sonho de todo jogador, sujeitou-se a virar reformatório de jogadores problemáticos, como Carlos Alberto e, principalmente, Adriano.
.
Pelo visto, depois de seis anos consecutivos disputando a Libertadores, o time do Jardim Leonor terá que se contentar em juntar-se aos pobres e jogar a Copa do Brasil. Para tanto, terá que voltar a ser humilde, como nos tempos em que era treinado por um homem que, ao contrário dos que estão no comando do clube, sabia detectar limitações. Afinal de contas, não é só no dicionário que a arrogância aparece antes do fracasso.

Desse jeito só Libertadores

*por Thiago Albino

O Corinthians enfrentou na noite de quarta-feira, 28, a equipe do Botafogo, pela 26ª rodada do Brasileirão, no Estádio do Pacaembu. O jogo terminou empatado por 1 a 1, com gols de Bruno César, para o Corinthians, e Sebastian "El Loco" Abreu, para a equipe carioca. Com esse resultado o Corinthians fica a três pontos - e um jogo a menos - do líder, o tricolor carioca, que venceu o Avai fora de casa por 1 a 0, com o gol salvador de Dario Conca.
.
A equipe paulista não está jogando mal, o meio-campo corintiano está consistente, com boa troca de passes, o ataque tem feito gols, com Iarley, que finalmente desandou a fazê-los, e Jorge Henrique, sempre dando trabalho a equipe adversária.
.
O que está preocupando é a defesa alvinegra. Com a demora para Chicão se recuperar de lesão (o que é estranho), o escolhido para substituí-lo foi Paulo André, formando dupla de zaga com o capitão Willian, que por sinal, vem cometendo algumas gafes em certos jogos.

Paulo André não é um zagueiro ruim, mas também não é dos melhores. O Corinthians contratou o zagueiro Thiago Heleno, ex-Cruzeiro, que sempre fez boas atuações na equipe cruzeirense. Agora, por que não colocá-lo em campo e ver do que ele é capaz?

Enfim, a equipe do Botafogo não é ruim. Pelo contrário, está brigando por uma vaga na Libertadores do ano que vem. Entretanto, um time que quer conquistar um titulo e salvar o ano de seu centenário deveria prestar mais atenção, e não ficar contando com um jogo a menos para passar o líder, ou desperdiçando os jogos dentro de casa. As rodadas estão passando e, desse jeito, só Libertadores.

*Thiago Albino, 19, é estudante de Jornalismo

O que é isso, São Paulo?

*por Thiago Albino
Depois de ter perdido para o Goiás por 3x0 em pleno Morumbi, o São Paulo tomou mais uma lavada. Desta vez, quem não teve dó da equipe Tricolor paulista foi outra equipe de três cores, só que gaúcha. O Grêmio recebeu o São Paulo no estádio Olímpico, buscando melhor aproveitamento dentro de casa, já o São Paulo buscava reabilitação.Tudo foi muito bonito, o Grêmio acabou vencendo a equipe visitante por 4x2.

O que vem chamando a atenção é a equipe paulista não conseguir se aproximar do G-3, ficando mais distante da zona de classificação para a Libertadores do ano que vem.

Acaba sendo até engraçado pois certa vez Carlos Augusto Barros e Silva, o Leco, diretor de futebol do clube, em entrevista ao programa Jogo Aberto, da Band, disse que o São Paulo não era time de disputar a Copa do Brasil, menosprezando os times que participam do campeonato e buscam a classificação para a Copa Libertadores.

Analisando essa situação, o feitiço está virando contra o feiticeiro. Caso isso venha a acontecer, o que dirá o Sr. Leco? O São Paulo tem condições de ganhar o título?

Quero só ver...
*Thiago Albino, 19, é estudante de jornalismo

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Tesão pela vitória

Se existe uma coisa que não sou é injusto. Normalmente eu vivo criticando a Portuguesa, por razões que não preciso repetir. Mas hoje, contra o América mineiro, ela foi valente. Não é sempre que vemos uma vitória assim, com brio, com colhões, com tesão por ela.
-
Vadão mexeu no time. Barrou Acleisson (que está de saída, graças a Nossa Senhora de Fátima), Zé Carlos e Athirson, adiantou Marco Antonio, começou com o Rai e escalou o ataque com Malaquias e Fabinho. Não concordo com todas as mudanças, mas o fato é que era preciso mudar.
l
No primeiro tempo teve volume de jogo, raça e um golaço de falta do Marco Antonio, na forquilha, coisa linda! Depois do golo foi um caminhão até a tampa de golos perdidos, de todos os tamanhos e modelos: de longe, de perto, na cara do goleiro.
-
Aí veio o segundo tempo. Precisando do golo o Coelho foi pra cima, sufocando logo de cara, como era de se esperar. Aí...bom, aí a Lusa voltou a ser Lusa: expulsão grosseira do Gláuber, golo de empate e virada mineira num pênalti bem discutível, tudo assim, de arrasto.
-
Em situações assim a vaca rubroverde costuma deitar. Até porque o Vadão não costuma ser lá muito feliz quando mexe no time. Mas hoje não. A Lusa empatou também de pênalti, mais mandraque ainda que o marcado para o América, e virou com um golo do Athirson, que saiu do banco para definir a vitória lusa. Depois da virada começou o show do Wéverton. Goleiraço como há muito não se via no Canindé.
-
É claro que a Portuguesa tem problemas. É óbvio que uma vitória ajuda a mascará-los. Mas também é evidente que uma vitória assim recoloca a equipe no caminho da briga pelo acesso. Derrotas e vitórias fazem parte do esporte. A questão é como se chega a uma delas e, neste aspecto, hoje a Lusa foi grande demais. Grande como é sua tradição, sua história. Grande como deve ser o tesão pela vitória.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Incompetência em estado bruto

A Portuguesa superou hoje todos os níveis possíveis de incompetência. Enfrentou um time que estava na zona do rebaixamento, o Bragantino, que é horroroso, e jogou os últimos vinte minutos contra um adversário com dez em campo e sem goleiro. E ainda assim não conseguiu fazer um golozinho sequer.
.
Foi uma das piores partidas da Lusa sob o comando de Vadão. Juro por tudo o que é sagrado que não entendo o motivo de ele armar o time com três zagueiros. Não que eu considere retranca, pois libera-se os laterais, teoricamente, mas é necessário que, para jogar com o trio de beques, estes sejam bons. Acontece que os três zagueiros que estiveram em campo são Thiago Gomes, Maurício e Domingos.
.
A Lusa é responsável pela 14ª folha salarial do futebol brasileiro, o que não quer dizer, necessariamente, que o elenco seja bom. Domingos, Malaquias, Acleisson e Maurício não tem a menor condição de vestir a camisa da Lusa. Os que têm qualidade sumiram no meio da mediocridade. Athirson, Paulo Sérgio, Marco Antonio, Heverton e Fabrício não fazem um jogo que preste há muito tempo. Dodô está encostado no Departamento Médico e Celsinho, que pediu para voltar ao Sporting mas acabou ficando, nem relacionado tem sido. Não é possível que o Malaquias, que tropeça sozinho, tenha lugar no time e ele não.
.
Nem a base, famosa por fornecer jogadores de bom nível, tem ajudado. Nenhum dos jogadores formados nas fileiras rubroverdes parece ter bola para oferecer. Henrique é fraco, Ronaldo não vinga, Jaime é um terror. Guilherme e Jéferson têm poucas chances. Desde o Diogo a Portuguesa não revela alguém que honre a fama de formadora de craques.
.
O único jogador que não pode ser contestado é o goleiro Wéverton. Ele tem dado a cara para bater nas derrotas, que têm sido frequentes, e vem catando demais. Sinal de que o time realmente tem problemas. Problemas estes que Vadão não consegue solucionar. Tem escalado errado, mexido mal e parece que perdeu a mão sobre o elenco.
.
E o pior é que não adiantaria nada trocar o comando. Há algumas semanas talvez, mas hoje não. Após a derrota de virada para o Sport, eu presenciei alguns torcedores exigindo do senhor Yaúca a saída do treinador. Ele bancou sua permanência, como vem bancando tudo na Lusa há muito tempo. Talvez aí esteja o problema.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

O puxão de orelha foi dado



A máscara do Neymar começou a render seus dividendos: hoje ele ficou de fora da lista de convocados do técnico da Seleção, Mano Menezes. É certo como dois e dois são quatro que, na próxima convocação, seu nome voltará a aparecer, mas o fato é que o recado está dado.

Neymar foi mimado desde sempre nas categoria de base do Santos. Infelizmente, tem como empresário Wagner Ribeiro (nem sei se é com "W", mas não tem a menor importância, dado quem é), que já mostrou exercer uma influência questionável nas carreiras de outros jogadores, como Robinho e Lulinha. Por certo irão dizer que o Kaká também fazia parte do casting dele, mas ele, Kaká, tinha berço e educação diferenciada, ao contrário dos demais citados.





Neymar julga-se acima do bem e do mal, principalmente porque foi criado assim. É um pouco complicado cobrar maturidade dele, o que não significa, em hipótese alguma, que se passe a mão no seu estranhíssimo penteado a cada pisada de bola. Ele, por seu talento, já seria naturalmente visado. Com suas atitudes, então, potencializa demais o efeito da marcação adversária. Os árbitros já não caem mais no seu "cai-cai" - com o perdão do trocadilho, horroroso, por sinal - e seu jeito folgado tende a atrair mais e mais botinadas.

O fato é que, como alertou Renê Simões após o jogo da confusão, o monstro foi criado. Cabe a ele escolher o caminho que irá trilhar. Ou leva em consideração o puxão de orelha dado pelo Mano e por toda a imprensa esportiva (que está rareando) dita séria deste país e despe-se da máscara e abaixa a crista e a gola da camisa ou assume o papel lhe concedido pela frouxa diretoria santista: o de dono do time, da bola e do mundo, dando razão ao bigodudo Renê. Caso escolha esta opção, terá que arcar com o seu ônus, que geralmente é alto. E aí, provavelmente, não terá mais seu empresário-eminência parda para defendê-lo.



Porto segue 100% e se mantém líder

*por Thiago Albino
.
Jogando fora de casa, o Porto conseguiu manter sua invencibilidade no Campeonato Português. Dessa vez, a vitima foi o Nacional, na Ilha da Madeira, pela quinta rodada do nacional.
.
Com os gols de João Aurélio (contra) e Varela, a equipe do brasileiro Hulk abriu quatro pontos de vantagem para o vice-líder, Vitória de Guimarães. Já o Nacional, com essa derrota, caiu para a nona colocação.
.O placar poderia ter sido maior para os visitantes, se não fosse pelo pênalti perdido pelo colombiano Falcão Garcia.

*Thiago albino, 19, é estudante de Jornalismo

Messi fica afastado por cerca de 15 dias dos gramados

* por Thago Albino

O argentino Leonel Messi, que atua no Barcelona, sofreu uma lesão no tornozelo direito, após uma entrada dura de Tomas Ujfalusi, do Atlético de Madri, durante a vitória do time da Catalunha por 2 a 1.
.
De acordo com os médicos do clube catalão, o meia sofreu uma distensão no ligamento do tornozelo direito. Com isso, Messi ficará fora das próximas partidas do Campeonato Espanhol, podendo até mesmo não jogar a próxima partida da Liga dos Campeões, dia 29 contra o Rubin Kazan.
.
.
*Thiago Albino, 19, é estudante de Jornalismo

sábado, 11 de setembro de 2010

O tempo

Somos prisioneiros do tempo. Todos nós. É estranha a nossa relação com ele. Desde cedo jogamos contra o relógio, exceto na dita primeira infância, já que, crianças que somos, não temos preocupação alguma, a não ser a de brincar. Deliciosamente despudorados, não nos interessa o que os outros pensam.




A partir daí queremos que ele, o tempo, passe logo para que sejamos tratados de forma diferente. Queremos ser adultos. Os primeiros fios de bigode, então, são um prêmio, valem ouro. Ridiculamente cultivados até que percebamos que não passam de uma tentativa de parecermos mais velhos, apesar do atestado de adolescente recém "pós-imberbe". Logo, o primeiro barbear é um momento solene: aquele monte de espuma para tirar meia dúzia de três ou quatro pêlos mal e porcamente distribuídos (uma ova! espalhados, isso sim) pelo rosto é algo inesquecível.

A tão esperada fase adulta vem acompanhada das cobranças, das responsabilidades. Ah, que saudade do colo da mãe, da proteção do pai, essas dádivas desprezadas na arrogância da adolescência. Daríamos nossas almas pela paz que passou-nos despercebida no tempo.

O tempo, aliás, é um senhor de atitudes curiosas. O melhor da nossa essência é alcançado na maturidade, justamente quando o corpo cobra o preço (ele sempre cobra) dos abusos cometidos nos arroubos da juventude. As noites mal dormidas, os exageros nas farras, nas festas, dos amores eternos que duraram até o cantar do galo, ou nem isso.

A segurança e a serenidade da experiência chegam com o rarear dos cabelos, do ar que nos foge de repente. Vai-se o vigor, vem o cansaço, que pode ser dosado graças à vivência. Somos obrigados a ser safos, pois disto depende nossa própria sobrevivência.

Ele, o tempo, dá com uma mão e tira com a outra. E é nesta maldosa benevolência que trilhamos o caminho que resolvemos seguir. No final do curso o sucesso dependerá da sabedoria amealhada e a forma de como fora empregada.

Ah, o tempo. Tudo gira em torno dele. O tic-tac indelével que nos faz olhar o mundo com os olhos da alma. Quando os olhos falharem, será o coração quem dirá se valeu a pena ou não. E este dia, leitores, virá. Cedo ou tarde. E só o tempo é quem dirá quando.


terça-feira, 7 de setembro de 2010

Os tempos eram outros

Hoje, 7 de setembro, a Portuguesa completou sete jogos sem vitória pela Série-B. Dos últimos 21 pontos a Lusa conquistou apenas dois, o que fez com que despencasse da segunda para a nona colocação na classificação. Como no ano passado, vira o turno em jejum de vitórias, em crise e, possivelmente, sem treinador.
.
Vadão, nos três últimos anos, subiu Vitória e Guarani. No entanto, parece ter perdido a mão sobre o elenco. Seu estilo "paizão" não surte mais efeito e a nau lusitana segue à deriva, com os comandados amotinados. O próprio grupo já estaria apontando o treinador como o responsável pelo mau futebol apresentado.
.
Não bastasse isto, o buraco luso é muito mais em baixo. Temos a maior folha salarial da Série-B, por volta de R$1,5 milhão. Paga-se uma fábula para o Domingos, zagueiro de parcos recursos, apesar de voluntarioso, rasga-se dinheiro com o Dodô, que nunca havia jogado a Segundona e está em fim de carreira, sem contar a grana torrada com o uruguaio Gustavo "El Grillo" Biscayzacu, que nem relacionado para os jogos tem sido. Por baixo, com estes três jogadores, são mais de R$200 mil.
.
Embora eu reconheça os méritos de quem pegou a Lusa à beira da falência e hoje consegue pagar os altos salários em dia, não posso furtar-me de ver que, nos últimos oito anos, diputamos a Primeira Divisão uma única vez. Como o carro-chefe do clube é o futebol, tudo o que foi feito visando sanar as dividas do clube fica em segundo plano.
.
Faz-se necessário que o futebol seja gerido por gente que, reconhecidamente, entenda do assunto. A Lusa não pode depender da abnegação (e do dinheiro) de um Luis Yaúca, tampouco ser refém de dirigentes que enfiam jogadores pela goela do treinador abaixo. Ou seja, falta é gente de colhões para bater na mesa e mostrar quem é que manda. Como, certamente, faria o saudoso Osvaldo Teixeira Duarte que, por muito menos, em 1972, promoveu a Noite do Galo Bravo, afastando alguns medalhões do time. Pena que os tempos eram outros, os homens eram outros, a Lusa era outra...

Nariz de palhaço

Não que eu acreditasse no uso do Canindé para a Copa, mesmo porque eu sei que os interesses políticos ecoam como sempre, mas não posso deixar de lamentar o fato de a CBF, o governador Alberto Goldman e o prefeito Gilberto Kassab já apresentarem o "Fielzão" como estádio paulistano da Copa sem antes verem os outros projetos, e pior, sem ver os que já existem.

Trata-se de (mais) um tapa na cara de qualquer pessoa que preza a democracia e a decência. É um fétido jogo de interesses, no qual os agraciados pelas benésses nadam de braçada. Se antes faziam às escuras, por vergonha, hoje escancararam de vez, confortáveis que se sentem, sem a obrigação ética e moral de, ao menos, parecerem pessoas de bem. Isto já não faz a menor diferença.

Isto posto, já posso usar meu nariz de palhaço e preparar-me para abrir o bolso. Façam o mesmo, caros leitores.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

O Canindé e a Copa



Na semana passada a Portuguesa completou 90 anos de existência. Durante as festividades, que começaram no sábado, 14, e irão se estender até o próximo dia 21, um fato chamou a atenção de toda a crônica esportiva: o presidente Mané da Lupa oficializou a intenção da Lusa em fazer do Canindé a sede paulista da Copa do Mundo de 2014.

Até ai, apenas uma espécie de Protocolo de Intenção. O presidente apresentou o projeto, que foi aceito pelas autoridades paulistanas presentes, e o nosso templo passou a ser uma das opções não só para os jogos da Copa, como também para a abertura do evento.

Uma coisa, porém, me aborreceu um bocadinho. Alguns membros da imprensa ridicularizaram a iniciativa rubro-verde, como se não tivéssemos o direito e nem condições para tal. Curioso é que os mesmo elementos defendem o Morumbi, o Palestra Itália e até a construção do "Piritubão", que cairia no colo do Corinthians, para o torneio.

Aí eu, singelamente, pergunto: por que não? A FIFA vetou o projeto "econômico" apresentado pelo São Paulo como alternativa ao primeiro, que foi aprovado, mas que não teve as garantias financeiras necessárias; contra a Arena Palestra pesa o fato de o estádio ficar numa área residencial, sem contar a dificuldade para que se construa um estacionamento; já a terceira hipótese, bem, melhor nem comentar.

Saibam os galhofeiros que o Dr. Osvaldo Teixeira Duarte é o estádio de futebol mais bem localizado de São Paulo. Conta com duas estações de metrô - Portuguesa-Tietê e Armênia - praticamente na porta, dispõe de ligação direta com os Aeroportos de Cumbica e Congonhas, que são as duas marginais, ampla rede hoteleira nas proximidades e espaço no próprio clube para fazer um estacionamento que comporte o proporcional a 10% da capacidade do estádio, como determina o Caderno de Encargos da entida máxima do futebol. Além de que os parceiros que a Portuguesa tem, segundo da Lupa, garantiriam a execução da obra sem a necessidade de entrar dinheiro público na parada (embora eu não acredite nenhum pouco nisto).

É bom deixar claro que sempre fui contrário à realização de eventos deste porte em países como o nosso, que têm outras prioridades, mas já que não tem mais jeito, que tiremos partido da ocasião. Mesmo porque, ao contrário de estádios como o do Pantanal e da Amazônia, a nova casa da Lusa não será um elefante branco, tampouco rubro-verde.

Imagem: Portal Ig