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domingo, 18 de agosto de 2013

Dessa vez o falastrão ganhou

Qual fã de MMA  não conhece o Chael Sonnen? Até os que não acompanham de perto o UFC já ouviram falar no americano. Ele conquistou o mundo não por suas lutas, mas pelas inúmeras provocações ao na época campeão dos pesos-médios Anderson Silva. Quando foi tentar tirar o cinturão do brasileiro. As provocações não adiantaram, o especialista em wrestling (luta no chão) não levou o cinturão, mas promoveu como ninguém aquela luta.


                                   O lutador marketing do MMA (Foto: Evelyn Rodrigues)

Depois da derrota resolveu subir de categoria e migrou para os meio-pesados, para disputar outro cinturão, só que contra o campeão da categoria, Jon Jones, o número 1 do ranking geral do UFC. Como já tinha virado costume, provocou o americano inúmeras vezes em suas entrevistas, mas no final acabou perdendo mais um combate.

Chael Sonnen se tornou o garoto propaganda do evento. Sempre provoca os seus adversários e aqueles com quem pretende lutar e, claro, quem lucra com isso é o próprio UFC, mas não é considerado um grande lutador, e sim um grande marqueteiro. Além de ter provocado e muito Anderson Silva, o lutador já soltou o verbo contra Vitor Belfort e Maurício “Shogun”. Por sinal, o último citado foi adversário de Sonnen na madrugada desse domingo, pelo UFC Fight Night Combate, em Boston.

O que ninguém esperava aconteceu: perto de acabar o primeiro round Shogun vacilou e ao tentar levantar-se do solo acabou tomando uma guilhotina do falastrão. Fim de luta. Foi uma surpresa para os que não acompanharam o combate, pois tinham no ex-campeão a confiança da vitória e uma recuperação na categoria dos meio-pesados, já que Shogun vinha de uma derrota. Mas para os que viram a luta Sonnen foi competente durante o primeiro round inteiro, deixando o adversário em situações complicadas.


                               Maurício "Shogun" perde a segunda seguida no UFC. (Foto: Getty Images)

Depois da vitória, para não perder o costume, o americano, se achando como sempre, alfinetou mais um: Wanderlei Silva, o próximo da sua lista. “Eu sou o cara do momento. Se você quiser vencer Chael Sonnen, você tem que ser mau. Wanderlei Silva, 1,90m, 93 kg. Wanderlei, em três meses, você contra o cara mau”.

Se a luta vai acontecer ninguém sabe, mas o fato é que daqui para frente Wanderlei será o próximo alvo das peripécias do fanfarrão, e caso essa luta se concretize, por incrível que pareça o americano pode ser apontado como favorito devido a sua agilidade no solo. Wand não é mais o mesmo de anos atrás. Apesar dos socos de pedra perdeu muito da sua explosão, seu diferencial nas lutas.

Créditos: globoesporte.com

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Futebol? Hoje não

Esse texto não será sobre o esporte número 1 dos brasileiros, o futebol. Vamos mudar um pouco essa rotina de falar sobre jogadores, técnicos, campos de futebol, diretorias e afins. Sempre foi colocado em rodas de amigos, televisão ou rádios, qual seria o segundo esporte que o brasileiro mais aprecia. Skate? O Brasil tem grandes skatistas: Sandro Dias, o “Mineirinho”, Bob Burnquist, Vovô. Vôlei? Sim, tanto a seleção brasileira feminina como a masculina têm ganhado muitos títulos nos últimos dez anos.

Mas tem um esporte que nunca foi tradição no país, embora tivesse grandes atletas que levaram o nome do Brasil para o exterior, mas nunca foi acompanhado de perto como é o caso do futebol. Hoje, quando falamos de luta, ou melhor, MMA (artes marciais mistas), os brasileiros logo se lembram de Anderson Silva, Rodrigo “Minotauro” Nogueira, Vitor Belfort, Wanderlei Silva, Pezão e tantos outros que disputam o UFC (Ultimate Fighting Championship).

O Minotauro e o Wanderley Silva, por exemplo, são chamados de “Lendas Vivas” por terem sido campeões do Pride. O Rodrigo Nogueira não só deixou o seu nome no antigo campeonato, como no UFC, sendo o único lutador a ser campeão nos dois torneios.


                                Maior evento de artes marciais do mundo (Divulgação)

Dizer que o MMA virou o segundo esporte a cair no gosto brasileiro? Sim, a audiência das emissoras que transmitem as lutas é grande, o público virou fã. Além disso, de uns três anos para cá, o evento tem batido cartão no Brasil: Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte, sempre lotando as arenas.

Este jornalista que vos escreve, claro, tem o futebol como principal esporte, mas é fã de MMA e acompanha desde os tempos do Pride, do K-1 (principal campeonato de Muay thai do mundo, que existe até hoje) e tantos outros.

Para variar, o brasileiro também se destaca no MMA. O atual campeão da categoria peso pena do UFC é José Aldo. Anderson Silva é o número três do ranking geral do UFC; temos também Maurício “Shogun”, ex-campeão dos meio-pesados; Vitor Belfort; Júnior “Cigano” dos Santos, ex-campeão dos pesos pesados. Só uma ressalva: Anderson Silva e Junior “Cigano” tentarão recuperar os cinturões em suas respectivas categorias em breve.

A quantidade de brasileiros que já marcaram seu nome na história do UFC e que ainda continuam no torneio é grande, no decorrer do tempo alguns serão lembrados em seus devidos textos e também outros grandes lutadores de outras nacionalidades campeões das suas categorias.

Variar de vez em quando é bom, e o brasileiro está percebendo isso e contribuindo para que outros esportes se destaquem no Brasil, além de estarem aprendendo táticas diferentes e não as famosas 4-4-3, 4-2-3-1, 4-4-2; linha de impedimento ou cobrança de lateral.