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quarta-feira, 24 de abril de 2024

Pílulas amadoras - 10

por Humberto Pereira da Silva*

DESGASTE DO MURO De herói a bode expiatório, Cássio vive
tempos turbulentos no Corinthians (Reprodução)

Há quem diga que Cássio é o melhor goleiro da história do Corinthians. Eu vi, na seleção, Ado, vi Carlos, vi Leão, vi Waldir Peres, vi Dida. Não vi Gylmar. Aqui todos, inclusive Cássio, passaram pela equipe nacional em copas do mundo. Acho que Cássio está entre os melhores dos melhores. 

O Corinthians vive HOJE um dos momentos mais horrorosos dos últimos anos, que igualmente são pouco gloriosos. E Cássio, herói e campeão do mundo pelo Timão, desperta HOJE ira da torcida, é tomado como vilão.

Cássio, após derrota na Sul-americana para o desfalcado Argentinos Juniors, desabafou: "Se sou culpado, melhor sair". Dessa declaração, destaco:

1. Cássio está de saco cheio, a ponto de explodir. Conveniências contratuais e outros motivos e ele dificilmente vai explodir;

2. Cássio tem memória. Sabe que há quem diga que é o melhor goleiro que já jogou no Corinthians. Sabe que o Corinthians foi campeão do mundo com ele pegando até vento.

Se Cássio sucumbir, sairá definitivamente pela porta dos fundos, como vilão. E dificilmente ficaria numa prateleira entre os melhores. Esse cenário seria bom para o Corinthians. Teria um bom bode expiatório. 

Se Cássio não explodir. Bem... Cássio usa o condicional para não perder grana, para não ser enquadrado em abandono de emprego. 

Resumo: com a declaração, Cássio não é mais jogador do Corinthians. Cumpriria contrato. 

Na situação do Corinthians HOJE, ter Cássio é o pior cenário, num cenário já medonho. Quando tudo está ruim, sempre se pode pensar no pior. E HOJE parece haver uma aposta no Corinthians: ver onde está o fundo do poço. 

Adendo 1: no Rio, Vasco e Botafogo têm flertado com o fundo do poço. Em Minas, mais recentemente, o Cruzeiro. Em São Paulo, dos "grandes", mesmo o Santos na segunda divisão, o Corinthians para mim é o mais forte candidato a ex-grande. 

Adendo 2: e Cássio? Para mim um dos grandes goleiros na história. Defeito? Ser fiel ao Corinthians. Sua fidelidade e como presente um final de carreira melancoóico. Palmas para a Fiel. 

HOJE, para mim, o glorioso Corinthians se apequena diante do literalmente grande Cássio.

* Humberto Pereira da Silva é professor de Ética em Jornalismo

quarta-feira, 27 de junho de 2012

É, fiel, chegou o dia!

Torcedores corintianos, preparem seus corações! Chegou o grande dia. Começam hoje em La Bombonera, às 21h50, os primeiros 90 minutos da tão aguardada final da Taça Libertadores da América.

Nervos à flor da pele por um possível vice-campeonato? Talvez. Vontade de gritar é campeão? Com certeza. O adversário é malandro, ganhou inúmeras vezes o torneio. Aliás, esse adversário é o Boca Juniors. Seis canecos levantados, já eliminou Tricolor carioca, Santos, Palmeiras e o próprio Corinthians, em 1991, nas oitavas de final.

Um sonho que pode virar realidade. Uma conquista jamais esquecida. Um troféu que virou pedra no sapato do Sport Club Corinthians Paulista e daqueles 30 milhões de loucos.

É, Fiel, olhos grudados na televisão e ouvidos colados no rádio, nenhum lance pode passar despercebido dessa final marcante. Quem tiver que tomar remédios para controlar a pressão já se antecipe, pois não será fácil.

sábado, 21 de abril de 2012

Nada de favas contadas

Muito se fala sobre a qualidade técnica dos campeonatos regionais, que não existe competitividade entre os clubes. Acredito que sim, existe certa disparidade técnica entre as agremiações.  Neste final de semana acontece a fase quartas de final do Paulistão 2012. Quatro confrontos, que muitos já dão como favas contadas. Acreditam que só o Palmeiras terá dificuldades diante do Guarani, em Campinas.

Não sou desses. Como dizer que um campeonato estadual é fraco, quando sete dos oito clubes finalistas estão na elite do futebol brasileiro ou na Série B nacional? E mais, como dizer que as semifinais já estão praticamente definidas com equipes tão bem estruturadas?
Hoje, sábado, São Paulo e Bragantino no Morumbi. Favoritismo tricolor, com certeza. Mas nada de definição. Marcelo Veiga treina a equipe de Bragança há mais de cinco anos, um trabalho que mantém uma escola defensiva forte e uma bola aérea perigosa desde sempre. Romarinho é a grande esperança.
Amanhã, Corinthians e Ponte Preta. Duas equipes da Série A do Brasileirão. Assim como o tricolor, o alvinegro da capital tem total favoritismo. Só não podemos desprezar o belo trabalho realizado por Gilson Kleyna no comando técnico da Macaca que culminou com o acesso.  A Ponte vai encarar o Corinthians, sem dúvidas.
De todos, o que mais acredito que o grande terá facilidade. Santos e Mogi Mirim na Vila Belmiro. A equipe visitante fez uma campanha interessante, tem o artilheiro da competição, Hernane. Mas dentro do caldeirão da Baixada tudo ficará mais difícil. Neymar e Ganso devem decidir.
O último e mais equilibrado. Guarani e Palmeiras, o grande falhou, errou demais no final da primeira fase. Como penalidade jogará em Campinas, no Brinco de Ouro. Jogo aberto, assim como no primeiro jogo entre as equipes. O Bugre mostrou uma equipe bem acertada e competitiva.
Um jogo para definirmos as semifinais do Paulistão. Disparidade sim, equilíbrio sempre. Não cravo os confrontos, apenas digo, sem medo de errar: facilidade só na teoria, fora das quatro linhas.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Hoje é dia de subir, Lusa

Chegou o dia. Hoje a Portuguesa terá a chance de ratificar a sua volta para a divisão principal do futebol brasileiro. O adversário será, curiosamente, o Vitória, que é treinado pelo Benazzi, que foi o responsável pelo último acesso luso, ainda em 2007.

Matematicamente ainda não será hoje, mas a matemática não joga, e quando joga, o faz mal pra caramba. A condição não é aritmética, é técnica. O quarto colocado não fará mais que 63 pontos, e a Lusa já tem 61.

Honestamente, não sei quais são os desfalques. Só sei que o Ananias está suspenso, por causa da cartolina encarnada que tomou diante do BOA, na terça-feira passada. Não sei nem quem entra, se é o Timbó, o Ivo ou o Lucas Gaúcho. O fato é que, quem entrar, terá a oportunidade de fazer história.

A campanha é fantástica: são 61 pontos, 17 vitórias, apenas três derrotas, 62 gols marcados, 33 de saldo. No primeiro turno, igualou as marcas de Corínthians, em 2008, e Vasco, em 2009, com 38 pontos.

Ninguém no Brasil tem números tão expressivos. É claro que os adversários não são do mesmo nível dos times da Série-A, mas o investimento no time também não é. A comparação, portanto, deve ser proporcional.

Com números tão superlativos, que a torcida faça a sua parte, seja em números, seja em animação. Que cada um dos pouco mais de 5 mil lusos que estarão no Monumental do Pari nesta noite fria e talvez chuvosa de terça-feira valham por 10.

Hoje é dia de torcer pra Lusa bebendo vinho. É o dia A, de acesso.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Me engana que eu gosto

No fim da década de 1970 havia um ditado que rezava que "quando a Arena vai mal, mais um no Nacional; quando a Arena vai bem, mais um também" para explicar o inchaço do número de times no Campeonato Brasileiro, além de demostrar como os dirigentes, politicos ou dos clubes, usavam o futebol como instrumento de manobra.

Os políticos não usam mais a bola com tanta frequência por conta de uma mudança no comportamento do eleitor. Já os dirigentes dos clubes continuam useiros e vezeiros da prática, já que os torcedores se prestam ao papel de massa de manobra. No lugar de clubes no Nacional, contratações de impacto para o clube, mesmo que o caixa não suporte tamanha estripulia.

Pior que isso, não há critério técnico algum. O negócio é dar munição para os torcedores mais bravateiros fanfarronearem com os rivais. E ele, torcedor, aceita de bom grado, invariavelmente, mesmo que o risco de o negócio fazer água seja iminente.

Vejam o Palmeiras, em 2008: time redondinho, Jorginho, hoje na Lusa, com uma campanha irrepreensível. E o que fizeram? Além da troca pelo Muricy Ramalho, trouxeram o Vagner Love para o ataque, sem a menor necessidade. No caso do técnico, Muricy tinha história suficiente para justificar sua chegada ao Palestra. Já o Artilheiro do Amor, além de brilhar em uma Série-B, em 2003, nunca fez nada que justificasse o empenho para trazê-lo. Deu em nada, é claro.

Agora fazem a mesma coisa com o Valdívia. El Mago, como é chamado, nunca jogou o que pensam (ou ele mesmo pensa) que joga. Um ou outro lance esporádico, um ou outro chute no vazio, um ou outro gol e um ou outro dia fora do Departamento Médico do clube. E custou €7 milhões ao cofres do Palestra, que acaba de perder a chance de recuperar parte do investimento ao não negociá-lo com um Al qualquer coisa de algum país do Oriente Médio.

São Paulo e Corínthians contrataram o Imperador Adriano, mesmo com toda a fama de jogador-problema que o atacante tem. Ele alterna jogos fabulosos com confusões homéricas, o que põe em risco o alto investimento que se faz ao contratá-lo. Além do mais, se não estiver fisicamente nos cascos, Adriano não passa de um jogador comum, mas com um chute muito forte. Lesionado assim que chegou ao Parque São Jorge, ainda não entrou em campo.

Agora é a vez de Luis Fabiano, que nunca ganhou nada de relevante no clube e sempre negou fogo nos jogos grandes, ser a bola da vez. Foi recebido por mais de 40 mil ensandecidos tricolores no Morumbi, se machucou e ainda não estreou. Pela história no clube do Jardim Leonor, não espero muito dele.

Mas a cereja do bolo está no Flamengo: Ronaldinho Gaúcho foi disputado a tapa por Palmeiras, com quem estaria apalavrado, Grêmio, que o revelou, e Flamengo, que acabou levando a melhor. Ou a pior, pois o ex-melhor do mundo até agora não justificou os milhões de reais tirados sabe lá Deus de onde para trazê-lo. Alguns golos, o título carioca, mesmo sem ter brilhado no campeonato e bons jogos enquanto o Rubro-Negro esteve bem como um todo, o que lhe valeu a volta à Seleção, onde jogará o mesmo de sempre. Agora o Flamengo, que ficou invicto por quase sete meses, está em queda-livre e ele se esconde em campo.

Aí o torcedor, que ria feito uma hiena, amaldiçoará o que meses antes havia abençoado. Mas não tem nada não. É só trazer mais um jogador com muito nome e pouca bola, que o pessoal da arquibancada continuará dizendo "me engana, que eu gosto".

quarta-feira, 16 de março de 2011

Vantajoso para quem?

por Thiago Albino*

Muito tem se falado durante as últimas semanas sobre a ida do “Imperador” Adriano para o Corinthians. Será que vale a pena?


Que o Adriano cairia bem em qualquer equipe pela sua qualidade dentro de campo, todo mundo sabe. Mas, as atitudes dele perante um clube e sua vida pessoal deixam a desejar, e muito.

Desde seus tempos de Internazionale, após o falecimento de seu pai, o Imperador vem enfrentando problemas que estão atrapalhando sua carreira, como deixar de ir a uma Copa do Mundo por culpa própria.

Enfim, depois da Inter de Milão, o Imperador passou por São Paulo, voltou para Milão. Nesse meio tempo, o jogador se desligou da equipe italiana e decidiu dar um tempo dos gramados, o que acabou não acontecendo. Dias depois assinou com o Flamengo.

Durante o tempo que ficou nesses clubes, o jogador foi alvo de criticas, pois fora de campo sempre aprontava.

Depois de ser campeão Brasileiro com o time carioca, Adriano acertou sua ida para a Roma, parecia que tudo estava voltando ao normal. Porém, o velho Adriano deu as caras novamente e começou a fraquejar. Não deu outra: o clube italiano rescindiu seu contrato.

Bem, agora o Corinthians quer ter o Imperador. Caso venha a ser uma jogada de marketing, é bom para ambos, pois o atacante, querendo ou não, chama a mídia para ele. Mas esse "chamar a mídia" pode ter alguns aspectos diferentes: como jogador, seria uma boa contratação; como marketing também. Agora, por que contratar um jogador que fora de campo sempre dá trabalho? Que pode acordar e perceber que não quer mais jogar pelo clube, não morar mais em São Paulo?

Não entendo algumas coisas: todos os clubes do mundo sabem o quanto Adriano causa problemas, mas mesmo assim querem sua contratação.

Falar que o Adriano pode ser recuperado já virou rotina. Ele teve oportunidades para isso e não soube aproveitar. A carreira desse rapaz está caindo aos poucos, só ele não percebeu.

Thiago Albino, 19 anos, estudante de Jornalismo.

sábado, 5 de março de 2011

Um enorme balcão de negócios

Finalmente a máscara caiu. Agora tudo faz sentido. Ao reconhecer, oportuna e tardiamente, o Flamengo como campeão nacional de 87, a CBF colocou a peça que faltava no quebra-cabeças sórdido e mesquinho do futebol tupiniquim, que se transformou num enorme balcão de negócios. Vai um estádio aí, mano? Temos! Querem o quê? Título? Vieram ao lugar certo!

Não que nunca tenha sido, mas agora está escancarado, descarado e despudorado. e por uma pechincha: custa a fidelidade. Não a canina, pois esta é incondicional, é verdadeira. Os cães são leais; já os cartolas... Particularmente prefiro os cachorros.

O plano arquitetado pela CBF foi meticulosamente calculado: o primeiro ato foi boicotar o São Paulo, na questão do estádio paulista para a Copa populista de 2014. Assim cooptou o Corínthians, ávido por um estádio para chamar de seu. Passadas algumas vistorias, uma série de impropérios tracados entre os dirigentes/marionentes dos clubes contendores e o Morumbi estava preterido, o "Piritubão" concebido e a relação dos co-irmãos, azedada de vez.



Mas o zap ainda estava nas mãos de Don Corleone Teixeira: a Copa União. A demora para definir a contenda fez com que os clubes envolvidos, Flamengo, Sport e (de novo) São Paulo se estranhassem a ponto de levar a questão à justiça comum, mesmo o STJ tendo definido a favor dos pernambucanos em 1999.

Bom, aí era só dar uma banana para a justiça e a Taça das Bolinhas para o Rubronegro carioca e levá-lo para o seu lado da trincheira, fazendo ruir o Clube dos 13 justamente no momento em que são negociados os direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro. Sabe-se, pois, que esta é a principal fonte de renda dos times brasileiros.

Durante as aulas de História aprendemos que devemos conhecer o passado para entender o presente. No futebol brasileiro não funciona assim. Temos que esperar pelo futuro para entender o passado. Como diria Joelmir Beting, no império de D. Teixeira I, o Genro, "até o passado é imprevisível."

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Enfim o fim

Chega ao final a carreira mais vitoriosa do futebol brasileiro pós-Pelé. Ronaldo, enfim, parou. Não vou ficar enumerando os feitos deste, merecidamente, Fenômeno. Isto vocês verão e ouvirão aos montes por aí.

Ronaldo entrou para o panteão dos craques do esporte, assim como Boris Becker, Alan Prost, Magic Johnson, Robert Scheidt. Raros são os que atingem tal status.

Entre erros e acertos, o saldo é positivo. É possível que não tenha sabido gerenciar sua carreira fora dos campos, quando deixava de treinar para cumprir compromissos com patrocinadores. No entanto, enquanto esteve no auge não houve no mundo, exceto por Zidane, outro caso à parte, quem fizesse frente ao hoje grosseiramente gordo atacante.

Há de haver quem diga que ele não soube a hora de parar. Mas quem é que saberia, a não ser o próprio? Não foram poucas as vezes em que estava decretado o seu final. Ele, Ronaldo, estava acabado para o futebol quando arrebentou o joelho, ainda na Internazionale. Era apenas o primeiro jogo após longa recuperação da primeira cirurgia. Teimou, voltou e brilhou na Copa de 2002.

Excesso de peso e escândalos marcavam sua vida extra-campo, quando resolveu voltar ao Brasil. Chegou no Corínthians e comandou duas conquistas do Alvinegro, em 2009. Não foi o suficiente para voltar à Seleção e disputar a Copa de 2010, mas não acredito que poderia fazer mais do que fez em 2006, já fora de forma.

Quem fez tanto pelo futebol não merecia o tratamento que recebeu de um bando de vagabundos que não representam, absolutamente, a torcida corintiana. O futebol do Brasil deve muito a ele e não seriam meia dúzia de bandidinhos que mudariam isso.

Se eu torcesse pela Seleção, estaria agradecendo por tudo o que ele fez. Como não é o caso, agradeço por algo bem maior: o exemplo de superação. Obrigado, Ronaldo.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

A escória, o lixo

Hoje foi o terceiro dia de protestos no Corínthians. Seja no CT ou no clube, a barbárie está instalada desde a precoce eliminação da equipe na Libertadores.
...
Dentro dessa lógica tupiniquim imbecil de que o futebol é mais importante do que a política, os protestos já eram esperados, mas já estão tomando proporções inaceitáveis.
...
São, até hoje, quinto dia de fevereiro, três dias de confronto. Já teve de tudo: emboscada ainda na Colômbia, pichações no muro, recepção hostil no aeroporto, ataque ao ônibus alvinegro. A imprensa também foi agredida. Bandidos encapuzados invadiram o CT corintiano armados com metralhadoras! É este o tipo de "gente" com quem essa corja se relaciona?

É evidente que foi de dentro da gangue uniformizada que saiu a ordem. Não vandalizaram as dependências do CT Joaquim Grava, sequer deram um tiro. O armamento pesado era para intimidar. E os carros que estavam lá, estes não foram poupados.

Não sou hipócrita a ponto de não entender que derrotas como a de Ibagué causem revolta, mas não sou idiota para aceitar que policiais e até a tropa de choque sejam deslocados do seu trabalho nas ruas para evitar que esse lixo de gente mate alguém. É o dinheiro dos meus - e dos seus - impostos que está sendo usado.

Por que estes mesmos cretinos não têm o mesmo afã para protestar contra o aumento da tarifa de ônibus? O novo presidente da Câmara defendeu um salário maior para o legislativo, logo após os próprios deputados aumentarem seus salários em mais de 60%, causando efeito cascata em outros cargos, e eles fizeram o quê? Sequer se incomodaram.

Futebol é entretenimento, nada mais do que isso. É por causa desse tipo de pensamento desprovido de bom senso que o país está como está, entregue a grupelhos políticos que se mantém às custas desta inversão de valores.

Esta horda representa o que há de pior no ser humano: são violentos, vis e burros. Ao contrário do que dizem as manchetes, não são torcedores, são bandidos, são escória, são lixo, e devem ser tratados como tal.

Vale a pena tudo isso?

* por Thiago Albino

Tenho acompanhado, através de programas esportivos, jornais, sites esportivos, as manifestações de torcedores corintianos em frente ao CT do Corinthians. Bem, posso concluir que aquele grupo de manifestantes não representa de maneira alguma a grande massa corintiana. Na verdade, posso caracterizá-los como vândalos, pois a forma com que eles estão protestando é de baixa categoria, jogando pedras no ônibus do clube, apedrejando carros no estacionamento do CT, tudo por causa da precoce eliminação do time na Libertadores.

Fazer protesto está no direito da torcida, que vai ao estádio apoiar o clube, se tornam sócios, mas agir desse jeito grotesco está totalmente contra o que é, de verdade, uma manifestação. Óbvio que o time não está jogando bem, aliás, não está jogando bem desde o Brasileirão do ano passado, mas talvez os torcedores sejam tão cegos que acabam agindo só pelo amor que têm pelo clube.

Não adianta ficar colocando a culpa em Ronaldo, Roberto Carlos. O gordo também não está jogando nada desde o ano passado. Ele foi um grande jogador, não que ele deixou de ser, mas está nítido a forma física dele, que ele não vai ser mais o de antes. Agora, vêm torcedores e também culpam o Roberto Carlos, isso eu não consigo entender, a ignorância das pessoas de sempre arrumarem exatamente dois ou três culpados, e não o time inteiro.

O sr. Bruno César não está jogando nada; o sr. Jucilei também não está. Chicão, Dentinho, Danilo. Então porque culpar apenas os jogadores de mais nome do time? É uma equipe, todos ganham e todos perdem. Claro que às vezes um jogador erra e acaba prejudicando a equipe, mas não é o caso.

Não posso deixar de mencionar também o técnico. Desde quando o Tite está no nível de se treinar o Corinthians? Por que o presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, não deu uma dura em certos jogadores, quando estes ficaram fazendo corpo mole com o então técnico Adilson Batista?

Estou aguardando ansiosamente esse desfecho.

*Thiago Albino, 19 anos, é estudante de jornalismo.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

E quanto é que eu levo nisso?

O Campeonato Brasileiro está uma vergonha. Não bastasse o paupérrimo nível técnico, agora o apagão é moral. Entrega-se o jogo com uma facilidade absurda, sem o menor pudor. Pudor, aliás, nem no discurso tem tido lugar. Resquícios do final do campeonato do ano passado, quando Grêmio e Corinthians macularam suas histórias para prejudicar rivais que buscavam o título, o que explica, mas não justifica, a falta de decoro. O que se faz hoje é o revide, o nivelamento por baixo, bem por baixo.

Os torcedores de Palmeiras e São Paulo riem feito hienas. Curiosamente, são os mesmos que esbravejaram no ano passado, quando foram as vítimas do pseudo-goleiro Felipe e seus colegas da falta de decoro corintiana. São os mesmos que elegem políticos corruptos, fazendo com que tenhamos que clamar por uma lei para evitar o voto em quem tem o passado espúrio. São os mesmos que reclamam da arbitragem quando um pênalti claro é marcado contra si, mas adoram ver os homens do apito os favorecendo.

O excelente Moacyr Franco, que deve estar envergonhado pelo que o seu Palestra se prestou a fazer, criou o personagem Mendigo, que andava com um jornal amassado sob o braço e repetia o bordão "e quanto é que eu levo nisso?" quando reclamava da vida. Nos dias que correm, a resposta para o bordão é o que tem determinado a distância entre o esfregar das mãos e a indignação.

O problema, pois, é cultural, é de berço, de (falta de) retidão de caráter. O cidadão que, ao se vestir de torcedor, aceita qualquer calhordice que favoreça seu time, despe-se da moral. Mas ao contrário do Mendigo de Moacyr Franco, sua mendicância é vil, é desprezível. Ele mendiga por favores, por benesses, mesmo que seja à margem da lei e em todos os níveis, desde o cafezinho para o guarda à propina do fiscal.

Paixão dividida

por Tiago Albino*

No jogo de domingo, na Arena Barueri, o Palmeiras enfrentou o líder do campeonato apenas para cumprir tabela, mas o que chamou a atenção foi a atitude da torcida palmeirense em relação ao próprio time e o adversário.

Em da torcida alviverde apoiar o time da casa, ela incentivou a perda da partida para não favorecer um time rival, o Corinthians, que está a um ponto do líder e que jogava no mesmo horário, contra o Vasco, no Pacaembu.

Bom, tá certo que rivais são rivais, mas cadê a ética? O engraçado de se pensar é que as pessoas gastam dinheiro para ir ao estádio, algumas se deslocam de longe e, em vez de apoiarem o time, pedem para que os jogadores entreguem o jogo. É melhor ficar em casa.

No momento em que o atacante do Palmeiras, Dinei, marcou o gol da equipe paulista, só faltou os torcedores palmeirenses invadirem o campo para bater no sujeito. Detalhe: foi um golaço. Agora, quando o Tricolor fez o gol de empate e consequentemente virou para 2 a 1, foi uma festa no estádio inteiro, principalmente por parte da torcida do Palmeiras. Parecia o título da Copa Sul-Americana que a equipe paulista deixou de ganhar, quando perdeu de virada para o Goiás, pelo segundo jogo da semi-final, em pleno Pacaembu. Mas isso foi outra história, vergonhosa, por sinal.

O ponteiro do certame só não goleou o Palmeiras devido às defesas do goleiro Deola, que encarnou o São Marcos e evitou outro vexame. A indignação foi ver os palmeirenses xingando o goleiro a cada defesa importante que fazia, chegando até a jogar copos d’água na pequena área.

Portanto, deixo aqui os meus parabéns para o goleiro verde, que mostrou, acima de tudo, a grandeza que tem o Palmeiras e, para si mesmo, ter ética.

No final das contas, o tradicional time do Rio ganhou e está a uma vitória do título e ambas as torcidas fizerem a festa. Já o Corinthians ganhou por 2x0, mas depende de um tropeço do clube das Laranjeiras, na última rodada, além de vencer o seu jogo, para ser campeão.

*Thiago Albino, 19, é estudante de Jornalismo.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Vascão afunda Timão

Por Thiago Albino*

Eis a pergunta: O que está acontecendo com o Coringão? O Corinthians teve tudo para diminuir a vantagem em relação ao líder Cruzeiro, mas acabou sofrendo sua quarta derrota nos últimos seis jogos no Brasileirão.

O time paulista foi até São Januario enfrentar o Vasco da Gama, e tomou 2x0 ainda no primeiro tempo, com um gol de Zé Roberto (impedido), e outro de Éder Luis. A partida foi válida para repor uma rodada do primeiro turno, já que ambos tinham um jogo a menos.

Em campo, a equipe corintiana mal conseguia chegar ao gol adversário, e quando chegava, finalizava errado, mostrando a falta de qualidade no ataque. É claro que, com as contusões dos principais atacantes do Corinthians, o time caiu de rendimento, mas ninguém esperava chegar a tanto. O time está com um ataque fraco, sem potência.

Com seis jogos sem vencer, sem técnico, o que será do Corinthians? O que vinha sendo um campeonato tranquilo, se tornou um pesadelo. O torcedor, claro, está abismado: como o time caiu tanto de rendimento desse jeito? Talvez uma pergunta que nem mesmo os jogadores saibam responder.

Thiago Albino, 19 anos, estudante de jornalismo

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Centernada

* por Thiago Albino


Na minha última postagem sobre o Corinthians comentei sobre o que poderia acontecer com o time paulista caso ele desperdiçasse chances concretas de assumir a liderança do Brasileirão, novamente, e de ser campeão brasileiro.

Bom, tudo está caminhando para a não conquista do título, e se bobear nem com a classificação para a Taça Libertadores do ano que vem. Dessa vez, o time alvinegro perdeu de virada para o Atlético-MG, fora de casa, pelo placar de 2 a 1. Para piorar ainda mais a situação, aos 5 minutos do primeiro tempo, o atacante Dentinho, que voltava de contusão após longos meses afastado, se contundiu novamente, deixando o elenco corintiano com mais um atacante machucado. Fora Dentinho, Jorge Henrique e Ronaldo também estão no departamento médico.

O Corinthians continua com aquela mesma crise de conseguir jogar bem no primeiro tempo, mas no segundo tempo parece acontecer um apagão entre os jogadores. Cabe ao técnico Adilson Batista arrumar isso, não?

Nas últimas três rodadas, de nove pontos disputados, apenas dois pontos foram ganhos pelo clube paulista e, o pior, jogando dois jogos em casa. Está na hora de os jogadores abrirem os olhos, caso contrário, o centenário do Timão vai passar em branco.

*Thiago Albino, 19 anos, é estudante de jornalismo.

sábado, 2 de outubro de 2010

Desse jeito só Libertadores

*por Thiago Albino

O Corinthians enfrentou na noite de quarta-feira, 28, a equipe do Botafogo, pela 26ª rodada do Brasileirão, no Estádio do Pacaembu. O jogo terminou empatado por 1 a 1, com gols de Bruno César, para o Corinthians, e Sebastian "El Loco" Abreu, para a equipe carioca. Com esse resultado o Corinthians fica a três pontos - e um jogo a menos - do líder, o tricolor carioca, que venceu o Avai fora de casa por 1 a 0, com o gol salvador de Dario Conca.
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A equipe paulista não está jogando mal, o meio-campo corintiano está consistente, com boa troca de passes, o ataque tem feito gols, com Iarley, que finalmente desandou a fazê-los, e Jorge Henrique, sempre dando trabalho a equipe adversária.
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O que está preocupando é a defesa alvinegra. Com a demora para Chicão se recuperar de lesão (o que é estranho), o escolhido para substituí-lo foi Paulo André, formando dupla de zaga com o capitão Willian, que por sinal, vem cometendo algumas gafes em certos jogos.

Paulo André não é um zagueiro ruim, mas também não é dos melhores. O Corinthians contratou o zagueiro Thiago Heleno, ex-Cruzeiro, que sempre fez boas atuações na equipe cruzeirense. Agora, por que não colocá-lo em campo e ver do que ele é capaz?

Enfim, a equipe do Botafogo não é ruim. Pelo contrário, está brigando por uma vaga na Libertadores do ano que vem. Entretanto, um time que quer conquistar um titulo e salvar o ano de seu centenário deveria prestar mais atenção, e não ficar contando com um jogo a menos para passar o líder, ou desperdiçando os jogos dentro de casa. As rodadas estão passando e, desse jeito, só Libertadores.

*Thiago Albino, 19, é estudante de Jornalismo

sexta-feira, 16 de abril de 2010

O ocaso do fenômeno

* Por Humberto Pereira da Silva

Nas duas últimas décadas poucos jogadores de futebol tiveram o destaque de Ronaldo. Precoce, aos 17 anos foi convocado para a seleção que ganhou a Copa de 94; aos 20 anos foi eleito pela Fifa melhor jogador do mundo e deu ao prêmio a importância midiática que passou a ter (quem, além de aficcionados por futebol, lembra que no ano anterior à sua eleição o eleito foi o liberiano George Weah?). A carreira de Ronaldo também foi conturbada e controversa. Desde o início, olhado com desconfiança por não poucos, nunca chegou a ser exatamente unanimidade quanto ao lugar que lhe cabe na história. Não ganhou títulos importantes nos clubes europeus pelos quais passou, não foi um artilheiro arrebatador em temporadas seguidas, não satifez as expectativas em duas Copas, 98 e 2006, em que se esperava muito dele, e agora, aos 32 anos, quando teria idade para uma última Copa do Mundo, não faz parte dos planos de Dunga.

Mas, mesmo seus maiores críticos teriam dificuldades para justificar que seu nome não se inclua no catálogo dos maiores da história. Ronaldo é o maior artilheiro de todas as Copas e, depois de Pelé, quem mais marcou gols pela Seleção. Ronaldo, ainda, queimou a língua de seus críticos: tido por acabado para o futebol depois de grave contusão em 2000, em 2002 foi artilheiro da Copa com 8 gols, feito que desde Gerd Müller, com 10 gols em 70, nenhum outro jogador chegara a tanto (só para recordar, o polonês Lato fez 7 gols em 74 e até Ronaldo ninguém chegou sequer aos 7 gols de Lato: o alemão Klose fez 5 gols em 2006); tido por acabado novamente em 2008, depois de nova grave contusão, voltou, conquistou títulos pelo Corinthians e marcou gols dignos de Ronaldo.

Além das virtudes como jogador de futebol, Ronaldo parece ter algo que alimenta o mito e desconcerta os críticos: uma determinação pouco vista para ressurgir das cinzas. É essa crença que talvez possa justificar certo silêncio diante de suas atuações recentes. Um crítico cuidadoso poderia ter a língua queimada com um Ronaldo decisivo na Libertadores da América. De qualquer forma, para quem viu Ronaldo partir do meio de campo em zigue-zague na direção do gol e não tomar conhecimento dos adversários, é patético vê-lo com dificuldade para chegar antes da marcação ao receber um passe com a bola a não mais que dois metros de seu corpo.

Para quem ressurgiu em momentos nos quais os mais otimistas não esperavam tanto, difícil dizer que a hora passou. Mas, me parece, chega o momento de se pensar se Ronaldo terá suficiente sensibilidade para separar o homem do fenômeno. O fenômeno está na história, caberia ao homem preservar o mito e encerrar a carreira com dignidade merecida. Esse é o dilema de Ronaldo Nazário de Lima no momento.

*Humberto Pereira da Silva, 46 anos, é professor
 universítário de Filosofia e Sociologia e crítico de
 cultura de diversos órgãos de imprensa.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Hoje não faz sentido

Hoje não faz sentido falar da sensacional vitória do Corínthians no Majestoso;

Hoje não faz sentido pensar sobre mais uma derrota tricolor em clássicos;

Hoje não faz sentido citar o hipnótico Santástico show da Vila Belmiro;

Hoje não faz sentido debruçar-se sobre a crise palestrina;

Hoje não faz sentido lamentar o último amarelaço da Portuguesa de Desportos;

Hoje não faz sentido falar da pança do Ronaldo, dos pileques do Adriano ou das amizades do Vágner Love;

Hoje não faz sentido assistir aos programas ditos esportivos, pois o cronismo esportivo acabou de perder o pouco do sentido que ainda tinha.

Morreu Armando Nogueira.

Hoje nada faz sentido.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Há que ter respeito!

PROVOCAÇÃO Neymar aplicou um chapéu no corintiano
Chicão com o jogo parado. Árbitro José Henrique de Carvalho
 deu amarelo para os dois (Robson Fernandes/AE)
No domingo passado, após a derrota do Corínthians no clássico contra o Santos, o atacante Ronaldo reclamou. Disse aos repórteres, ainda no gramado da Vila Famosa, que a garotada santista havia abusado das firulas, sobretudo após estarem com dois homens a mais. O Fenômeno isentou apenas o excelente Neymar, dizendo que este foi o mais objetivo dos jogadores do Peixe.


Ronaldo, que é um dos maiores atacantes da história, está certo. Há que ter respeito. A atitude dos "Meninos da Vila" foi desrespeitosa. Ora, por que não fizeram a mesma coisa quando o placar ainda estava em branco? Uma coisa é prender a bola no ataque. Outra é a zombaria que se viu no Urbano Caldeira.


Há quem diga que reclamar, em casos assim, é atitude dos brucutus, dos que não têm habilidade. O ex-corintiano Coelho é taxado até hoje de violento, carniceiro, por causa do tranco que deu no então cruzeirense Kerlon, o "Foquinha", quando defendia o Atlético Mineiro. Kerlon ganhou este apelido porque costumava fazer embaixadinhas de cabeça, durante os jogos. Sinceramente, creio que Coelho foi até sutil demais. Afinal, o Foquinha só fazia sua jogada quando os jogos já estavam decididos. Se tratasse apenas de um recurso técnico, por que não usá-lo quando o jogo está difícil?


Não sou a favor da violência, quero deixar bem claro. Concordo que deva haver meios para preservar o craque, que é quem faz o espetáculo. Entretanto, deve-se também haver respeito, que cabe em qualquer lugar e ocasião.


Agora quem reclamou foi Ronaldo, que engrossa o coro dos que não toleram essas gracinhas. Ele, que é o maior artilheiro da história dos Mundiais, não é nenhum cabeça-de-bagre, muito pelo contrário. Quero ver se algum puritano terá peito para chamá-lo de grosso.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

A inocência do presidente

Manuel da Conceição Ferreira é um bem-sucedido empresário do setor imobiliário. Também é advogado. Atualmente, responde pela presidência da Portuguesa de Desportos, estando no seu segundo mandato, tendo que passar o bastão ao seu sucessor ao final deste.

Quando assumiu a Lusa, Mané da Lupa, como é conhecido, encontrou um clube à beira da falência, afundado em processos trabalhistas. Não havia jogadores e alguns dos bens do clube estavam penhorados (até as bombas das piscinas estavam). Com a ajuda de algumas pessoas, entre elas outro empresário português, Luís Iaúca, reergueu a Portuguesa. No início da gestão caiu no Paulistão, mas voltou no ano seguinte, não só no Paulista como no Brasileiro, no qual caiu, novamente, um ano depois.


Percebe-se pois, que, de ingênuo, Mané não tem nada. Eu até o tinha em alta conta. Agora, os últimos acontecimentos envolvendo a figura do presidente forçam-me a rever meus conceitos. Desde aquela acusação de suborno a um becão da Ponte, no Paulistão do ano passado, passando pelas bravatas ditas no caso Bruno Cazarine, quando garantiu que a Lusa disputaria a Série A, da Lupa tem metido os pés pelas mãos. Sua tentativas desesperadas de garantir os direitos do clube passaram todos os limites. Em vez disso, o expôs ao ridículo.

Agora nosso Mané da Lupa se superou. Foi reclamar, com o colega corintiano Andrés Sanchez, o não cumprimento de um "acordo de cavalheiros" firmado entre eles quando da ida no meia Edno para o Alvinegro. Em vez de fazer constar no contrato uma cláusula condicionando a utilização do atleta a pagamento de multa, deixou apenas na camaradagem. Pior que isso: foi à imprensa espernear, mas satisfez-se com o pedido público de desculpas do corintiano, que alegou problemas no elenco para a escalação do jogador. Onde está escrito "problemas no elenco", leia-se "liberação de parte do grupo para o Carnaval".


É como se admitisse o seguinte: "Ele me fez de besta, mas pediu desculpas, então tá tudo certo." Como assim? Será que o Dr. Manuel gere assim sua imobiliária? Será que ele substitui os contratos por apertos de mão, mesmo que esses sejam trocados com a concorrência? Duvido, com todas as minhas forças.


Manuel da Lupa tem seus méritos. Como já disse, herdou um clube falido, mas irá entregá-lo sem que este possa andar com as próprias pernas. Além do mais, creio ser difícil haver a mesma unidade entre as "forças políticas" da Portuguesa que possibilitaram sua reeleição.

De inocente - reitero - da Lupa não tem nada. Prefiro acreditar em desleixo, pra não dizer outra coisa.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Goleiro de queimada

Lamentável, vergonhosa, patética. Estes adjetivos cabem perfeitamente na (ou na falta de) atitude corintiana na reta final do Campeonato Brasileiro. O time parou. Não joga mais, não tem uma gota de sangue. Desde o jogo contra o Avaí só está em campo de corpo presente, nada mais que isso. Ontem, então, foi um escárnio.

A contusão do Ronaldo foi, no mínimo, esquisita. Quase previsível. O desdém corintiiano deu nojo. Mas nada se compara à atitude do goleiro Felipe, no momento do pênalti.

Nunca vi isso. Um goleiro esquivar-se da bola? Seria mais digno se tivesse ficado parado, no pé da trave, e recusado-se a tentar pegar o pênalti. O pior de disso tudo é que esse tipo de comportamento não é de se estranhar, em se tratando do guardarredes corintiano.
ESCÁRNIO Goleiro corintiano só faltou se esquivar da bola. Felipe
 se recusou a tentar a defesa (Fernando Pilatos/Gazeta Press)


Felipe atenta contra a tradição de grandes goleiros negros na baliza alvinegra. Gilmar (dos Santos Neves), Jairo e Dida que o digam. Não me espanto por ele não ter deixado saudades por onde passou, seja no Vitória, Portuguesa ou Bragantino.

Assim, caso sua carreira no futebol não seja longa, pode se destacar jogando o esporte que mais combina com o estado atual da sua imagem: queimada.