| O zagueiro Gustavo Marques, autor de falas misóginas ao fim da partida em que sua equipe foi eliminada no Campeonato Paulista |
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026
O engajamento e a permissão para odiar
terça-feira, 8 de fevereiro de 2022
Os criminosos e o idiota
| Foto: Instagram/tabataamaral |
Por trás do caso do imbecil que fez apologia ao nazismo está o baixíssimo nível de exigência de quem consome esse tipo de produto. Confesso que nunca gastei um segundo da minha existência ouvindo o podcast do energúmeno, então não sei que raio ele faz para que tanta gente de nome aceite participar do programa, mas me assusta o fato de alguém tão despreparado, tão raso, tão burro, ter tanto alcance.
quinta-feira, 30 de setembro de 2021
Sobre a má vontade, o melindre, a imprensa e o Abel Ferreira
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| Imagem: Conmebol TV |
Muitos dos jornalistas que trabalham no futebol, em vez de analisar projetos, cobram pelo resultado. E daí que não treina? Boa parte de quem analisa sequer entende o futebol praticado hoje, dentro dos conceitos que, pejorativamente, chamam de "futebol moderno". Aí, quando vem alguém de um lugar "que-nunca-ganhou-nada-quem-são-eles-para-ensinar-o-futebol-pentacampeão-mundial?", é pior que tomar de 7 a 1 da Alemanha em casa. A mesma Alemanha sangrou para ganhar da Argélia no jogo anterior, é bom lembrar.
Abel colabora? Opa! E como! Seu espelho é o José Mourinho, então tudo o que vemos Abel fazer, seja em campo ou fora dele, é inspirado no treinador português mais famoso. É bonito? Isso é relativo. É eficaz? Os números e os troféus mostram que é. Daí, para o debate descambar, "é dois palito". Até a vinda da Família Real Portuguesa em 1808 e seus inquestionáveis danos à cultura e à formação do povo brasileiro são citados, como se Abel tivesse alguma culpa nisso.
A exaltação ao caráter europeu e português em comparação à suposta indolência brasileira citada pelo treinador do Palmeiras na coletiva que desencadeou a última das desinteligências envolvendo seu nome não é mais que a resposta atravessada de quem é visto como inferior por não ter tido a dádiva suprema de ter nascido no país do futebol, abençoado por Deus e bonito por natureza, essa resposta mimada e infantil, comum de quem busca somente desqualificar o outro em vez de trazer pontos válidos para o debate.
Precisava? Não sei. Acho que não. Mas não se condena a reação sem colocar a ação no contexto. No fim, evoca-se a vitoriosa história do futebol brasileiro para sentar-se em cima dela e fazer de conta que nada está errado, quando a realidade é bem diferente disso. Está errado e não é pouco não. Em muitos setores envolvidos com o futebol, aí pode ser na prática, na organização ou na mídia, todos erram muito, mas nem todos estão dispostos a enxergar isso. Aí, Portugal, um país cuja população é 20 vezes menor que a do Brasil, reconhecendo suas limitações naturais, tratou de diminuir o impacto disso através de muito estudo e muito trabalho. O contingente de treinadores portugueses espalhado pelos principais campeonatos do mundo não se deu por geração espontânea ou brotamento, é o fruto deste esforço, que o PVC explica em seu blog no UOL.
Por aqui, escorados nas cinco estrelas, seguimos apostando no conhecimento empírico, no "quem-nunca-chutou-uma-bola-não-tem-que-falar-nada". E assim seguimos. Rejeitamos os ensinamentos de um português só porque é português. Sim, ao pé do Brasil, a história portuguesa no futebol é irrelevante, mas evocar nosso passado glorioso para defender o nosso jeito de pensar o jogo em relação à Europa só aumentará o oceano que nos separa.
Em outras palavras, o técnico pode fazer o time jogar feio, desde que gostemos dele. Do técnico, claro.
E perdem todos: o futebol brasileiro, que demora para acompanhar a inevitável evolução do esporte; e o próprio Abel, que vive às turras com parte da imprensa e da torcida porque, bem, ele é assim e isso faz parte do pacote. Honestamente, não sei até que ponto compensa para ele insistir em ser esse agente transformador.
quarta-feira, 15 de maio de 2019
Sidão, Rede Globo e a quinta série
Leia também:
Preocupante, mas com melhoras - Portugal 1 x 1 Sérvia
quarta-feira, 11 de novembro de 2015
O jornalismo na lama
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Helicóptero sobrevoa área atingida por avalanche de lama,
em
Bento Rodrigues (Antônio Cruz/Agência Brasil)
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terça-feira, 6 de outubro de 2015
Juan Carlos Osorio e o recheio do bolo
sábado, 16 de junho de 2012
Memo e Guilherme
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| OLHAR DISTANTE Cabeça de volante luso está longe do Canindé (Divulgação/Portuguesa) |
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Conversa pra boi dormir
O único time que sobraria é o do Santos, caso levasse a sério o campeonato. Assumiu o risco de pensar apenas no Mundial e, se não vencê-lo, ficará com o ônus de ter aberto mão de um Brasileirão que poderia vencer, até com certa tranquilidade, mesmo poupando alguns jogadores.
quinta-feira, 17 de junho de 2010
A Seleção de Dunga
segunda-feira, 29 de março de 2010
Hoje não faz sentido
Hoje não faz sentido pensar sobre mais uma derrota tricolor em clássicos;
Hoje não faz sentido citar o hipnótico Santástico show da Vila Belmiro;
Hoje não faz sentido debruçar-se sobre a crise palestrina;
Hoje não faz sentido lamentar o último amarelaço da Portuguesa de Desportos;
Hoje não faz sentido falar da pança do Ronaldo, dos pileques do Adriano ou das amizades do Vágner Love;
Hoje não faz sentido assistir aos programas ditos esportivos, pois o cronismo esportivo acabou de perder o pouco do sentido que ainda tinha.
Morreu Armando Nogueira.
Hoje nada faz sentido.
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
E o mar segue revolto


domingo, 21 de junho de 2009
A lógica do saco de batatas
Mas exatamente no quê esta fusão interfere no cotidiano do consumidor? Pode não parecer, mas é simples: com a dimensão que assumiu, a BRF passou a responder por uma parcela superlativa em todos os segmentos de mercado em que atuar, seja na produção de embutidos, massas ou laticínios. Em outras palavras, podemos estar diante de mais um monopólio, dentre os vários que se formaram através de outras fusões, como a AmBev ou a VPC/Aracruz.
Quem determinará se a união será válida será o CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). A questão é saber como o órgão irá julgar e quais suas exigências. No caso da mega cervejaria, ela teve que abrir mão de algumas das suas marcas de cerveja, para que não fosse caracterizado o monopólio. O problema, no caso da BRF, é que a generosa fatia de mercado que ela está abocanhando não é formada por marcas, mas por produtos.
Além do mais, um dos principais interessados é o presidente da Sadia, Luís Fernando Furlan, que foi ministro do Desenvolvimento no primeiro mandato do presidente Lula. Pode parecer leviano, mas em se tratando de Brasil... As manobras que antecederam outra fusão, a compra da Brasil Telecom por parte da Oi, com direito a leis concebidas “a toque de caixa”, apenas servem de alerta.
A cobertura da TV é insuficiente para esclarecer satisfatoriamente a população, pois apresenta a notícia fragmentada, e os programas que dão profundidade à discussão não alcançam um número considerável de espectadores devido ao horário em que são transmitidos. Ouve-se pouquíssimo rádio, na mesma proporção em que se procura os jornais, nas bancas, e o número de pessoas que acessam a internet para outros meios que não o lazer é ínfimo. Isso sem contar que a questão acaba pendendo pro lado do ufanismo, como se a empresa fosse “patrimônio nacional”, quando, na verdade, o país é que é solapado pelas multinacionais.
Por causa do pauperismo da cobertura midiática que alcança as massas, se formam opiniões superficiais. É a lógica do saco de batatas, onde as mais bonitas ficam por cima, e as que ficam encobertas mal servem para dar de comer aos porcos. Na briga entre o mar e o rochedo quem leva a pior é o marisco. E o marisco, no caso, pra variar, é o consumidor.






