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sábado, 29 de junho de 2013

Desse jeito não dá, "profexô"

Se esse cidadão não foi craque dentro das quatro linhas como lateral-esquerdo defendendo grandes clubes do Brasil, como Flamengo, Internacional e Botafogo, como treinador a história é muito diferente. Largou o futebol precocemente, devido a uma contusão, em 1980.

Formou-se em Educação Física no Rio de Janeiro. Em 1983 resolveu ficar fora das quatro linhas, só que na beira do gramado como treinador do Campo Grande, do Rio de Janeiro. Mas, um convite de um time Capixaba, o Rio Branco, fez com que ele começasse a trilhar a sua história no futebol brasileiro. Resultado: Rio Branco campeão capixaba. Ali tinha um treinador bom de tática e de muita cobrança dentro de campo.

Bom, esse foi o primeiro título dele como treinador. Mas, seria no ano de 1990 que ele ganharia reconhecimento dos apaixonados pelo futebol. Calma, leitores, daqui a pouco eu vou falar o nome dele para aqueles que ainda não descobriram. Enfim, foi nos anos 90 que esse cara ficou conhecido no futebol nacional. Títulos inéditos com o Bragantino: Série B do Campeonato Brasileiro em 1989 e Campeonato Paulista no ano seguinte.

Dali em diante, ele se tornaria o principal treinador brasileiro da época. Por quê? Bom, conquistou seu primeiro título em um clube de destaque em 1993, no estadual, treinando o Palmeiras. Aliás, o titulo que tirou o clube alviverde de uma secura grandiosa, 16 anos sem conquistas. Luxemburgo já havia entrado para a história do Palmeiras. Mas calma, não acabou. No mesmo ano, título do extinto Torneio Rio-São Paulo e do Campeonato Brasileiro.  Em 94, novamente campeão paulista e brasileiro. Nome: Vanderlei Luxemburgo. Status: melhor técnico do Brasil.

Sua segunda passagem pelo Palmeiras não seria diferente. Em 1996, Luxemburgo levou o elenco a mais um título paulista. Para quem não se lembra, esse estadual ficou marcado pelos mais de 100 gols anotados pela equipe alviverde. Já em 1997, Vanderlei Luxemburgo trocou o Palmeiras pelo Santos e conseguiu mais um título Rio-São Paulo para a caderneta.

Vanderlei Luxemburgo chamava a atenção pela sua eficiência em organizar taticamente a equipe, fazer substituições certeiras, que faziam a diferença na partida e que mudavam o placar do jogo. Pois bem, agora que todos sabem como foi o inicio de carreira desse treinador, serei breve nos outros títulos conquistados pelo mesmo: Corinthians – Campeonato Brasileiro (1998), Campeonato Paulista (2001); Seleção Brasileira – Copa América (1999) - o primeiro ápice na carreira de Vanderlei Luxemburgo; Cruzeiro – Campeonato Mineiro, Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro (2003); Santos – Campeonato Brasileiro (2004), Campeonato Paulista (2006 e 2007); Palmeiras – Campeonato Paulista (2008); Atlético Mineiro – Campeonato Mineiro (2010) e Flamengo -  Campeonato Carioca (2011).

Contudo, parece que a trajetória no futebol não vem fazendo a diferença para o “profexô”, afinal, por onde tem passado nos últimos anos, vem tendo problemas com elenco e diretoria. Não tem sido feliz em organizações táticas, substituições eficazes e sempre bate boca com profissionais da imprensa. Está virando apenas um treinador com um vasto currículo,  mas que está perdendo toda a sua credibilidade. Não à toa, hoje foi demitido de mais um clube, o Grêmio, uniformizado e pronto para treinar os jogadores. Motivo: desgaste entre diretoria e treinador, segundo o presidente do Grêmio, Fabio Koff.

                            Luxemburgo é demitido mais uma vez (Foto: Ricardo Rímoli/LANCE!Press)

Novos treinadores estão surgindo com táticas que vêm fazendo a diferença, Luxemburgo parece ter ficado para trás, não vem fazendo nada de diferente. E nós, amantes do futebol, sabemos que o futebol não para, vem um jogador ou treinador diferente e disposto a fazer história a cada ano. Ah! Eu comentei sobre o primeiro ápice de Vanderlei Luxemburgo, o segundo foi treinar o Real Madri, em 2005. 

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Um tiro no pé

Muricy Ramalho é um dos principais treinadores do Brasil. Trabalhador, honesto, obcecado pela vitória e extremamente teimoso. Ao contrário dos times do saudoso Telê Santana, de quem é discípulo, os times de Muricy não primam pela beleza, e sim pela competitividade.

Ele, Muricy, está mais para Parreira do que para Telê. É pragmático, competente e, como o treinador do tetra, às vezes é incompreendido. E isso o deixa profundamente irritado. Quem paga a conta são os repórteres, nas coletivas, principalmente os menos rodados. O mal-humorado técnico não tolera perguntas óbvias ou evasivas. Chega a ser grosseiro. Como a maioria das perguntas é pobre, suas respostas atravessadas são cada vez mais frequentes.

Seu jeitão já faz parte do folclore do futebol. O seu "aqui é futebol!", com aquele carregado sotaque mooquense, faz a festa dos imitadores de plantão. Quem o conhece diz que é autêntico; aos demais, não passa de um ranheta arrogante.

Agora, se há um aspecto em que todos concordam é que ele é um vencedor. É o único treinador tricampeão brasileiro, dirigindo o mesmo clube. Rubens Minelli também venceu por três anos consecutivos, entre 1975 e 1977, mas dirigindo Internacional-RS e São Paulo.

Nos anos em que dirigiu o Tricolor paulista, Muricy Ramalho sempre foi questionado. Não foram poucas as vezes em que o presidente Juvenal Juvêncio o garantiu no cargo, apesar da pressão exercida pelos cardeais e diretores tricolores. Sempre começava a temporada colecionando tropeços e eliminações, enquanto buscava o melhor esquema de jogo para seu time. Foram três títulos nacionais assim.

Por que raios haveria de ser diferente do outro lado do muro? Se as cornetas palestrinas não o derrubassem, eu apostaria um bolinho de bacalhau que, quando o time tivesse sua feição, este seria forte. Não seria bonito ou vistoso como a "Academia" ou os times do Luxemburgo, na década de 90, foram. Teria um jeitão mais do Felipão, este o último ídolo verde a sentar-se nos bancos do jardim suspenso do Parque Antártica.

Agora assume Antonio Carlos, ex-zagueiro do próprio Palmeiras. Trata-se de uma aposta ousada, mas extremamente arriscada. Que não seja um tiro no pé.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Uma grande quimera

Virou moda, dentro do futebol brasileiro, a transferência de responsabilidade. Ninguém assume nada. É mais cômodo "jogar para a torcida" do que assumir a própria incompetência. E esta atitude nada louvável está em todos os níveis.

No domingo, mesmo, o Botafogo venceu o São Paulo, mesmo tendo, ao fim da partida, três jogadores expulsos. Com correção, diga-se de passagem. Foi um jogão! Apesar da vitória, o comandante alvinegro Estevam Soares foi choramingar ao pé do apitador do jogo, o ótimo Sandro Meira Ricci. Foi reclamar o quê, exatamente? As três expulsões foram merecidas, ora. Em vez disso, deveria o senhor Estevam ir ao vestiário e dar aquela bronca no time. Mas não. Preferiu reclamar.

Temos casos aos borbotões. O Luxemburgo é assim. O Leão é assim. O saudoso Telê Santana era assim. O Mano Menezes, do Corinthians, é pior que todos os outros juntos!

Para não ficar só nos treineiros, vejam o zagueiro Ronaldo Angelim, do Flamengo. Foi reclamar do excesso de garra do Goiás. Levantou a hipótese de o time esmeraldino ter recebido um "incentivo extra", digamos assim. Num português bem claro, a "mala branca". Ora, o Goiás não almeja mais nada no campeonato e o Flamengo luta (com as bênçãos do STJD) pelo título. Quer incentivo maior que esse? Se o beque rubro-negro admite que o adversário poderia estar sob efeito do suborno branco, assume, mesmo indiretamente, conhecer do assunto. Agora, assumir que seu time foi incompetente pra ganhar de um adversário que apenas cumpria tabela, isso são outros quinhentos, como diz meu pai.

Para que não digam que estou sentado no próprio rabo, não isento a diretoria da Portuguesa no referido assunto. Depois de ter perdido, vergonhosamente, o acesso mais fácil de todos os tempos para a Primeira Divisão, resolveram acusar o Guarani de ter escalado um jogador de forma irregular. Trata-se do atacante Bruno Cazarine, que, segundo a diretiva lusa, não poderia jogar pelo Bugre por este ser seu terceiro time na mesma temporada, o que é proibido pela FIFA. Acontece que a Portuguesa tem um jogador, aparentemente, na mesma condição, o centroavante Zé Carlos. Ele jogou, antes da Lusa, no Paulista e no Cruzeiro, ainda em 2009. Ainda se fosse um Careca ou um Amoroso, daria pra entender. Mas o Bruno Cazarini? Faça-me o favor, presidente Da Lupa!

Concordo que, caso haja alguma irregularidade, o responsável seja punido. Afinal, deve-se respeitar as leis do jogo, e estas incluem as normas para a inscrição de atletas. O que não pode passar batido é o fato de que a Lusa só está fazendo esse estardalhaço todo porque foi incompetente, o que não é nenhuma novidade, aliás. Assumir isso? Quimera, uma grande quimera.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Pitacos de um mal-humorado

Estou mal-humorado. Às vezes fico assim. Motivos eu tenho, querido leitor, e irei mostrá-los a seguir:

Começou com o embróglio envolvendo os acontecimentos pós jogo da Lusa, contra Vasco e Vila Nova. Fomos julgados e condenados em ambos os jogos, com duas e três perdas de mando, respectivamente. Não que eu ache que o tribunal deveria ser complacente conosco. O que me irritou, primeiro, foi o Canindé ser interditado preventivamente por causa de uma versão de alguém que admitiu que poderia ter tido uma impressão equivocada, que foi o caso do Renê Simões. Acontece que criou-se uma comoção exagerada. Fomos condenados já de antemão. Ocorre coisa semelhante com o Botafogo, e não fizeram nada. Nos jogos do Náutico, no Estádio dos (não por acaso) Aflitos, fazem o diabo, com direito a intimidação policial, corredor polonês na entrada do campo e tudo o mais. Faz tempo que o Timbu se vale disso pra não cair. E não acontece nada.

Continuando meu rosário de insatisfações, o Domingos, que não é nenhum monge beneditino, quebrou a perna do goleiro reserva do Santos, Rafael, durante um treinamento. Isso lhe valeu afastamento do grupo de jogadores. Isso é assédio moral. O Domingão não faria isso deliberadamente. Parece-me que foi o motivo que o treineiro-blogueiro Luxemburgo procurava. O Edu Dracena, de quem o Luxa é fã, está chegando. Veio a calhar, então, o afastamento. Tudo muito nebuloso, como foi também o afastamento do volante Roberto Brum. E como ninguém vem a público com explicações no mínimo plausíveis, dão margem a qualquer tipo de interpretação.

Por fim, o Santo André, que está se despedindo da primeira divisão, vendeu seus jogos "grandes" pra Ribeirão Preto. E o seu torcedor, que não poderá ver os principais jogos em casa? Eles não irão para Ribeirão, a não ser os torcedores ditos organizados. Ora essa, quer jogar num estádio maior, que jogasse no Pacaembu. Agora, vender o mando por qualquer 50 mirréis, é só aumentar um pouco a proposta e combina também o resultado do jogo. O Ramalhão não disputava a primeira divisão desde 1984. Sinceramente, pra fazer o que vem fazendo, sob a batuta do presidente-proprietário (ao menos pensa ser) Ronan Maria Pinto, é melhor nem disputar.

Só não estou mais de saco cheio porque Portugal vai à Copa, Rubinho ganhou e será campeão e a Lusa voltou a ser a Lusa, assim com o glorioso Benfica voltou a ser o que sempre foi: o maior time de Portugal.

E os tremoços estão deliciosos, só para constar.