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domingo, 29 de julho de 2012

Missão cumprida

A Lusa venceu o Náutico por 3 a 1. Convenceu? Longe disso, muito longe. O futebol apresentado pelo time de Geninho foi paupérrimo, pobre mesmo. Mas tinha um adversário horroroso à frente. Não dá para disputar um campeonato de Primeira Divisão, qualquer que seja, com Lúcio, Felipe (o famoso Mão-de-alface) e Breitner no time, e o Timbu está tentando fazer isso.

Como de hábito, a Portuguesa não sabia o que fazer com a bola. Mesmo o lance do gol de cabeça do Ananias é sintomático: coube a Ferdinando armar, de improviso, para que Luis Ricardo colocasse a bola (aí sim com qualidade) na cabeça do pequenino Ananias, que se salvou no meio da mediocridade rubro-verde.

Decididamente, o jogo não foi bom. A equipa foi aguerrida, como sempre foi. Quando conseguiu virar o escore, Geninho resolveu retrancar o time de vez. Feio? Sim. Condenável? Talvez. Necessário? Muito. O Náutico, exceto no momento de extrema felicidade do avançado Kieza, que achou um petardo no ângulo esquerdo do guardarredes Dida no comecinho do jogo, não ameaçou, nem tinha bola para isso.

Precisávamos desesperadamente da vitória e ela veio. Jogando mal, contra um adversário ridículo, com gol até do Diego Viana, que não lembra o Batistuta nem no jeito de andar, mas veio. Ainda mais contra um adversário direto na luta contra a despromoção. 

A Lusa saiu da zona de descenso. Momentaneamente. Voltará em algumas rodadas, sairá em outras, mas ficará sempre com o gume a passar perto do pescoço. Os próximos adversários são duas equipas na mesma situação: Figueirense e Bahia, sendo o primeiro dentro de casa e o segundo na Boa Terra. Não pode sequer sonhar em perder, mesmo jogando mal.  

    

Para não chamar o padre

O jogo da Portuguesa contra o Náutico, neste domingo, é daqueles em que qualquer resultado diferente da vitória não serve. Qualquer que seja ela. Qualquer que seja o golo e seu marcador. Por 6 a 0, 1 a 0, com ou sem Guilherme, com ou sem auxílio de arbitragem, com ou sem apoio ou apupo da exigente e sofrida malta das bancadas, que deve estar em número reduzido no frio concreto do Monumental do Pari no início da noite que abre a semana na capital paulista. 

Foi justamente contra o Náutico que a Portuguesa iniciou, com uma goleada por 4 a 0, a caminhada que culminou com a histórica campanha que a devolveu, após três épocas, à elite do futebol nacional. A representação pernambucana faz parte do grupo de equipas contra as quais a Lusa disputa a permanência na Primeira Divisão. Que me perdoem os adeptos mais exaltados. A realidade da equipa de Geninho é lutar para não cair. Qualquer coisa acima disso é superávit, é lucro.


Exceto contra o Cruzeiro, a Lusa vem apresentando um futebol mentiroso, de posse de bola, mas nenhuma objetividade. Ante os mineiros, que não fizeram nada para ganhar, mas enfrentaram um time que fez de tudo para perder, não dá nem para classificar como futebol aquele troço que foi apresentado no relvado do mesmo Canindé onde a Lusa volta a jogar após dois bons empates fora de casa, contra Corinthians e Flamengo.

O time luso tem todas as características de quem está fadado ao descenso: joga bem e empata, isso quando empata; joga mal e, invariavelmente, perde. Fede a rebaixamento. E, a continuar o mesmo fado, nem dará para lamentar. Se não vencer o Náutico, seu companheiro na desditosa tarefa de não voltar à Série B, já pode chamar o padre para a extrema unção.



terça-feira, 27 de setembro de 2011

Terça-feira gorda

Em um dia de tantos assuntos, não poderia ficar apenas comentando o jogo da Lusa. Teve a lei da mordaça, implantada pelo Felipão, no Palmeiras, a suíte do pedido de dispensa do Mário Fernandes do time caseiro da CBF, a rodada da Champions, com direito à ressurreição do Kaká, a vitória do Benfica e a esperadíssima falta de profissionalismo de Tevez, no City.


Começando pelo Palmeiras, onde todo mundo grita e ninguém tem razão, não por falta de pão, mas de controle, Luís Felipe Scolari baixou determinação proibindo declarações dos jogadores à imprensa. A desculpa, esfarrapadíssima, por sinal, é que assim evita-se declarações polêmicas de alguém do grupo antes do jogo contra o lanterna América Mineiro.


O estopim foram as declarações do atacante Kléber, que reclamou de o time só fazer golos de bola parada. Falando em golos, o Gladiador não os marca há 100 dias. Muita resenha, pouca bola e nenhum respeito pelos companheiros. Felipão, perdido, não percebe que não será amordaçando o elenco que resolverá o problema. O buraco é muito mais embaixo: está na politicagem do clube, onde todo mundo manda, ninguém obedece e é o próprio Palmeiras quem perde com isso.


No Grêmio, Mário Fernandes voltou aos treinos um dia após dar uma bica na seleção caseira da CBF. Tudo o que tinha que ser dito a respeito o foi ontem. A vida segue, o lateral gremista terá outras chances com a camisa amarela e a seleção continuará agonizando na banalização promovida pela própria CBF, que conseguiu a proeza de transformar um Brasil x Argentina em um Araçatuba x Paysandu, só para manter as cores dos fardamentos.


Indo para o Velho Continente, rodada nobre pela Liga dos Campeões, com destaque para a vitória do meu Benfica (apenas porque é meu time), contra o romeno Otelul Galati, a ressurreição do futebol de Kaká na vitória madridista diante do Ajax, em dia de show do trio Ronaldo-Kaká-Benzema, e de mais uma molecagem do argentino Carlitos Tevez, que se recusou a entrar em campo na derrota do nanico endinheirado Manchester City para o enorme e fortíssimo Bayern de Munique.


A atuação do meia merengue é um alento para a Seleção, pois não há um meia sequer capaz de segurar o rojão. Kaká pode ser esse homem. Ganso é uma incógnita e Ronaldinho Gaúcho liderando o Brasil é uma piada de gosto extremamente duvidoso.


Em Munique, Tevez fez o que sempre fez: deu uma banana para o contrato que assinou e forçou, mais uma vez, a saída de mais um clube, como já fez no Boca, no Corínthians e no Manchester United. O clima é insustentável e o treinador Roberto Mancini disse que, com ele, Carlitos não joga mais. Agora ou o City o vende por um preço bem baixo ou vai ficar rasgando dinheiro com um ótimo jogador (e péssimo profissional) mofando, encostado.


Para fechar o dia, nada melhor que mais um espetáculo da Lusa. De manto novo e futebol à moda antiga, atropelou o Goiás no Canindé e abriu seis pontos do Náutico, segundo colocado. Rogério, Henrique e Marcelo Cordeiro marcaram, numa noite em que o maestro Marco Antonio desfalcou a equipa e Edno perdeu um comboio de golos, mas participou de dois dos que foram anotados. Mais Barcelusa do que nunca, o grená da camisa nova combina perfeitamente com o azul do céu que cobre as águas calmas que a nau lusitana navega em busca do porto seguro da primeira divisão.

sábado, 22 de maio de 2010

Que 2010 seja diferente

Começou a Série-B de 2010. Na verdade, já estamos na sua terceira jornada. Podemos, de saída, apontar umas sete ou oito equipes com chances reais de ascenderem à primeira divisão: Sport, Náutico, Coritiba, Figueirense, Santo André, Ponte Preta e, é claro, Portuguesa. Em outras palavras, será uma das mais equilibradas de sempre.

Embora eu não acredite em líder - ou lanterna - de quatro rodadas, já é bom colocarmos as barbas de molho. Deixamos de subir, no ano passado, por causa de uma sequência de partidas sem vitórias. No Paulistão ficamos seis jogos sem vencer e sucumbimos à obrigação de ganhar os últimos seis. Como vencemos quatro, sobramos de novo.

A Portuguesa ainda não pegou o jeito dos pontos corridos. Quando o campeonato é classificatório, há brecha para tropeços. No caso dos pontos corridos, quem for mais regular, leva. E se tem uma coisa que a Lusa tem primado, nos últimos anos, é pela irregularidade. Sintoma típico de quem está pressionado, pois um tropeço fora de hora tem o poder de desestabilizar o ambiente e deitar por terra todo o trabalho.

Como o ano é de Copa, haverá recesso durante o campeonato. Será uma ótima oportunidade para que o Vadão veja o que tem nas mãos e promova as mudanças necessárias. Falando nisso, os anos em que temos o maior torneio de mundo da bola têm sido emblemáticos para nós, rubroverdes: em 1998 houve a "castrillada" que nos tirou das finais; em 2002 caímos pela primeira vez; em 2006 fomos rebaixados no Paulista e quase chegamos ao inferno da Série-C. Que 2010 seja diferente.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Um domingo daqueles...

Tinha tudo pra ser um fim-de-semana sensacional. Lusa no Maraca, GP do Brasil de Fórmula 1 com chuva, o que deixa a corrida muito legal, e clássico na TV. Ou seja, um monte de atrações batutas para nós, amantes do esporte.

Jogo no Maracanã tem uma aura muito especial. Quando o adversário é o Flamengo, então, a coisa toma dimensões maiores. Mais de 40 mil pessoas empurrando o Flamengo. Pra começar, o Fábio Luciano marca um golaço, de voleio.

A vaca vai deitar - pensei comigo mesmo. No ápice do nervosismo, parei de ver o jogo e fui fazer outra coisa. Quando voltei, obviamente mais nervoso do que antes, a Lusa já tinha virado o placar e dominava amplamente a partida. Mesmo assim, a massa flamenguista continuava empurrando o time. Aí o sempre nefasto Héber Roberto Lopes resolveu empurrar o Mengo também. Falta escandalosa no Edno feita pelo Toró quando o luso estava na cara do Bruno, pronto pra matar o jogo. Pra expulsão! E o “árbitro” não marcou a falta, tampouco expulsou Toró. Na seqüência, o empate do Flamengo.

Depois que a raiva passou, mais ou menos passada meia hora do jogo (e após um esporro da patroa por causa da cara amarrada), ponderei e vi que o empate, no fim das contas, foi bom.

Logo depois, o Náutico venceu o Vitória com um gol de pênalti, daquele jeito. Houve de tudo. Gás de pimenta, voz de prisão ao goleiro do Vitória no intervalo, truculência. Como de praxe em jogos no Estádio dos (visitantes?) Aflitos.

Aí veio o domingo. Ah, o domingo...Confesso que dormi durante boa parte da corrida. Corridinha insossa! Massa na frente, sem ser ameaçado, Hamilton em quinto, tranqüilo, com o Kovalainnen logo atrás. Em condições normais, o Kovalainnen já não é de ultrapassar ninguém. Imaginem com o Hamilton na frente, então? De repente, o Sobrenatural de Almeida resolveu dar as caras. O inglês caiu pra sexto. Era o cenário perfeito. Mas aí a chuva apertou e o Glock, que estava com pneus pra pista seca, não conseguiu segurar o ímpeto do inglês, que foi campeão a UMA CURVA do fim.

Bom, tinha o restante da rodada ainda. O Galo recebendo o Fogão no Mineirão, Santos e Palmeiras na Vila, embaixo de chuva. No mais, de interessante pra mim, Atlético-PR e Sport, Grêmio e Figueira e o clássico dos Finados (literalmente), entre Vasco e tricolor carioca.

Os Atléticos ganharam (não foi bom), o Figueira empatou fora (idem) e o Vasco, na briga pra sair do buraco, puxou o time das Laranjeiras pra baixo. Acho que o empate seria, para nós, lusos, o melhor resultado.

Coisas curiosas costumam acontecer no Brasileirão. Justamente o jogo que menos interessava acabou chamando mais atenção. Curioso o Goiás, que perdeu em casa pro péssimo e moribundo Vasco por 4 a 2, ganhar do bom Cruzeiro, com sobras, por 3 a 0, fora o baile. Realmente é curioso, muito curioso...